sexta-feira, 12 de outubro de 2012

mia e o medo

 


 






Primeira edição em 27 de Setembro de 2011 (Reedição por sugestão da Ana Sousa).


 


 


Encontrei este post no blogue De Rerum Natura, onde se pode ler a seguinte afirmação de Mia Couto no Estoril:


 


"Vivemos como cidadãos e como espécie em permanente estado de emergência, como em qualquer outro estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade pode ser suspensa. Todas estas restrições servem para que não sejam feitas perguntas (...)".


 


Também foi nesse post que descobri o vídeo que pode ver a seguir, em que Mia Couto termina com uma frase lapidar: "Há quem tenha medo que o medo acabe."


 


3 comentários:


  1. Um senhor! Cheio de classe, sabedoria e que eu adoro ler, ouvir e.....ver. :)

    O texto é lindo e ficou-me a frase final: "Há quem tenha medo que o medo acabe."

    ResponderEliminar
  2. Tem precisamente um ano este post e pouco mais dias estas palavras de Mia Couto, que nunca como agora fizeram tanto sentido.

    E eu não me canso de pensar nas sábias palavras de Platão que dizia qualquer coisa parecida com: a verdadeira tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz e não medo do escuro.
    (tenho preguiça de ir à procura das palavras originais, mas a ideia é esta)

    O escuro impôs-se há demasiado tempo, mas quando se vislumbra alguma luz, ninguém confia nas suas potencialidades. Ou ela não ilumina o suficiente?!

    ResponderEliminar
  3. Deve ser do "mito da caverna" da obra República, Ana.

    ResponderEliminar