Primeira edição em 27 de Setembro de 2011 (Reedição por sugestão da Ana Sousa).
Encontrei este post no blogue De Rerum Natura, onde se pode ler a seguinte afirmação de Mia Couto no Estoril:
"Vivemos como cidadãos e como espécie em permanente estado de emergência, como em qualquer outro estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade pode ser suspensa. Todas estas restrições servem para que não sejam feitas perguntas (...)".
Também foi nesse post que descobri o vídeo que pode ver a seguir, em que Mia Couto termina com uma frase lapidar: "Há quem tenha medo que o medo acabe."
ResponderEliminarUm senhor! Cheio de classe, sabedoria e que eu adoro ler, ouvir e.....ver. :)
O texto é lindo e ficou-me a frase final: "Há quem tenha medo que o medo acabe."
Tem precisamente um ano este post e pouco mais dias estas palavras de Mia Couto, que nunca como agora fizeram tanto sentido.
ResponderEliminarE eu não me canso de pensar nas sábias palavras de Platão que dizia qualquer coisa parecida com: a verdadeira tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz e não medo do escuro.
(tenho preguiça de ir à procura das palavras originais, mas a ideia é esta)
O escuro impôs-se há demasiado tempo, mas quando se vislumbra alguma luz, ninguém confia nas suas potencialidades. Ou ela não ilumina o suficiente?!
Deve ser do "mito da caverna" da obra República, Ana.
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