quarta-feira, 14 de novembro de 2012

das greves, das solidariedades e de outras coisas mais

 


 


 


 


Há muitos argumentos para não aderir a uma greve e nem se trata de os hierarquizar.


 


O argumento financeiro pesa, como sempre se considerou. Torna-se interessante estudar os que defendem a sua economia doméstica com os mesmos argumentos que usavam nos tempos em que recebiam os subsídios de férias e de natal e não existiam cortes salariais.


 


Ainda no mesmo âmbito, também são um caso de estudo as instituições que encerram porque os grupos profissionais dos escalões menos remunerados fazem greve e em que os mais remunerados assinam o ponto sem qualquer convicção que não fuja à economia doméstica (à sua, como é evidente).

4 comentários:

  1. Mais do que o argumento financeiro, penso que o argumento do bom senso e da lógica racional das coisas é que pesa na hora de não fazer greve...
    Muitos pensam: fazer greve para quê? Para agradar aos sindicatos e ao PCP e BE? Não!!!

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  2. Pedro: aplicar esse argumento a todos os que fazem greve vale tanto como dizer que quem não faz greve tem medo, é oportunista ou está sempre do lado dos "mais fortes".

    Limitei-me a registar dois casos insólitos.

    Lembro-me também dos que não fazem greve porque é só um dia (se fosse mais do que um era demais) que não vão às manifestações porque não adianta, que acham que se debate pouco mas depois não aparecem. Ou seja: haja pachorra.

    O que vai valendo, como se tem visto, é que há muitos que não desistem.

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  3. Paulo, eu não disse que o argumento se aplicava a todos, mas a muitos.
    Fazer greve não é o mesmo que não desistir. Aliás, eu até direi que os que trabalham são aqueles que não desistem no país e acreditam que só produzindo é que vamos lá!!!

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  4. Certo Pedro.

    Só produzindo é que vamos lá e todos os dias produzimos menos. Tem sido assim nos últimos tempos. A greve é também contra isso e desta vez até as organizações empresariais apoiaram a greve. Nunca tinha visto coisa assim.

    Se me permites, uma greve nunca deve ser confrontada com a necessidade de produzir. A greve é constitucional e é assim em todo o mundo democrático. É preciso ter cuidado que a democracia não dura sempre.

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