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domingo, 22 de dezembro de 2019

Que Nem Gregos

 


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O que levará alguém a indicar uma emergência falsa ao 112? Pensando um bocado, talvez um adolescente se divirta com o facto. Mas quando se percebe que em Portugal 66% das chamadas para o 112 são falsas, o assunto ganha contornos de patologia colectiva que na Europa só é superada pelo Luxemburgo (75%) e pela Grécia (95%). Leu bem: os gregos devem fazer da prática um desporto nacional.


Fonte: "Implementation of the single european emergency number 112". Comité de comuninações da Comissão Europeia.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Escolas públicas, vidas privadas

 


 


 


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"(...)A inscrição na Escola Alemã garante-lhes, afirma, “uma educação com duas línguas que funcionem quase como maternas”. Se não fosse essa preocupação, “andariam obviamente numa escola pública”. O que ela nos diz com esta expectativa é que as escolas públicas não providenciam nem o ensino capaz de duas línguas nem o tal “currículo internacional”. Ou seja, quem for exigente com a educação dos filhos, trate de vida e vá para as privadas. Quem não tiver possibilidades, pois que abdique do “currículo internacional”. Com esta singela explicação, Alexandra Leitão acrescenta realismo à caricatura da esquerda caviar que adora discutir o problema dos pobrezinhos exibindo as suas boas camisas Gant em cenários de lagosta e vinhos caros."



 


Texto completo aqui.

sábado, 1 de novembro de 2014

"Vê lá que a filha da minha empregada senta-se ao meu lado na faculdade"

 


 


"Vê lá que a filha da minha empregada senta-se ao meu lado na faculdade", é um espanto misturado com indignação que pode ser escutado aos filhos da geração ainda adolescente no 25 de Abril e nas que se seguiram.


 


E nesse grupo encontramos, para além dos óbvios e imutáveis conservadores, MRPP´s, esquerdas minoritárias diversas, socialistas e sociais-democratas de vias avançadas e até os freaks da altura.


 


Não direi que é uma desilusão, pois para isso tínhamos de estar iludidos e não era caso para tal. É uma espécie de tristeza, de ligeiro choque e de surpresa com o estado em que ainda estamos com quase quarenta anos de democracia. Às vezes até parece que regredimos e que eliminámos a memória.


 


 


 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Kafka contra Kafka: usar a avaliação de desempenho como argumento no processo de horário zero

 


 


 


Um horário zero é uma indignidade. É um processo kafkiano que se instala na profissionalidade e que magoará a mais forte das pessoas. Mas mais: o horário zero é uma desnecessidade financeira (o desinvestimento tem tido reduções financeiras anuais equivalentes a um assessor ministerial com carreira aparelhística no centrão) e só existe por preguiça, e quiçá impreparação, dos decisores centrais. É um exemplo do ultraliberalismo que envia as pessoas para o exterior do meio ambiente e que é, como se comprovou, perpetrado por familiares dos DDT´s. É um péssimo acto de gestão em qualquer ponto de vista.


 


Dito isto, devo sublinhar que me é incompreensível que alguém use as menções de muito bom e excelente nos últimos processos, inaplicáveis e brutalmente injustos, de avaliação do desempenho para justificar a não atribuição de horário zero. É uma espécie de Kafka contra Kafka.


 


 


 


 


 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

eua

 


 


 


 


Um texto de António Câmara aqui.




 


"Vivi dez anos nos Estados Unidos da América estudando e trabalhando em universidades de primeiro plano. Perguntam-me frequentemente se não tenho saudades desses tempos.


Prefiro viver em Portugal, mas sinto a falta de três características únicas dessas universidades:


- O ambiente de fronteira. No MIT, por exemplo, sentimos que fazemos parte do grupo de exploradores que está a descobrir o futuro.


- A informação por osmose. Numa universidade americana de topo não é necessário ler artigos de revistas. Através de contactos com colegas recebemos, sem esforço, a informação sobre os avanços decisivos no nosso campo.


- E finalmente, o sistema de referenciação. Se conseguimos resultados novos, existe uma rede informal que nos recomenda aos líderes da área e, em alguns casos, a clientes e até investidores.


Nas últimas décadas, Portugal aproximou-se da fronteira e de um ambiente de conhecimento distribuído. Mas continuamos com uma enorme dificuldade em reconhecer o talento dos outros."







quinta-feira, 16 de maio de 2013

tal como Orwell, tem razão o José Morgado

 


 


 


 


 


O blogger José Morgado, do Atenta Inquietude, tem um registo informado, sensato e equilibrado. Fez um post, "Escola Pública. O que virá a seguir", em que escreve assim:


 


"(...)Como se costuma dizer, fontes bem colocadas fizeram-nos chegar algumas dessas medidas. Por entender que a informação é um direito, partilho aquilo que me chegou, referindo apenas a área da educação. Assim para o sistema público de educação parece existir a intenção de diminuir para metade os docentes no sistema e aumentar a carga horária lectiva do seu trabalho para as trinta horas semanais. O número de alunos será fortemente reduzido pois está prevista a introdução de exames obrigatórios todos os anos, logo desde o último ano da Educação Pré-escolar. Pretende-se assim que poucos alunos permaneçam no sistema exigindo, portanto, menos escolas e poucos professores com a vantagem acrescida de que sendo bons alunos poderão estar pelo menos cinquenta em cada turma e exigem menos tarefas de planificação, basta seguir as metas curriculares. Os poucos que ficam no sistema acederão a qualificação que lhes permitirá constituir a futura elite científica, cultural, política, económica e cultural.


Os restantes alunos, a grande maioria, serão encaminhados para fábricas a instalar em Portugal por empresários de países habituados a rentabilizar o trabalho dos mais novos que serão incentivados através dos dispositivos de diplomacia económica a desenvolver por Paulo Portas.

Realizar-se-á uma profunda reforma curricular que deixará até ao 9º ano apenas três disciplinas, Matemática, Português e Inglês ou outra língua estrangeira (pensa-se no mandarim) pois tudo o resto não serve para nada e ocupa professores, encarecendo o sistema. No Ensino Secundário teremos ainda Ciências e Física que possibilitarão o acesso a formação superior nas áreas que verdadeiramente interessam.

Será introduzido um novo dispositivo de avaliação de professores assente exclusivamente nas avaliações dos seus alunos nos exames nacionais a realizar todos os anos, cada professor apenas poderá ver até 3 % dos seus alunos com nota negativa, mais do que isso e é o despedimento com justa causa por inadequação à função.(...)".

 

 

A propósito do texto, alguns bloggers desenvolveram uma interessante troca de emails. A conclusão do José Morgado é preocupante: a sua ficção alimentou, no mínimo, a dúvida entre uma série de pessoas atentas e informadas e isso assustou-o. Tal como Orwell, tem razão o José Morgado.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

a administração pública como multinacional

 


 


 


Uma multinacional financia-se nos mercados desregulados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo. Se os lucros baixam, o financiamento nos casinos exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.




Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se está a passar em Portugal.




E quando falámos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave na administração pública porque há muito que não produz alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.




A sério que fiz este post antes de ler Ângelo Correia a comparar um Governo com um banco e a desdenhar da consistência política do seu aluno Passos Coelho.

sábado, 9 de março de 2013

três coisas óbvias

 


 


 


Li, na mesma altura em que encontrei o texto do post anterior, qualquer coisa mais ou menos assim (não a reencontro, mas tenho ideia que é da autoria de Joseph Stiglitz): antes de escolhermos qualquer dos caminhos que se vão propondo para sairmos donde estamos, devemos perceber três coisas óbvias: a crise é artificial, a austeridade não é a solução e é mesmo o problema e a Alemanha é o obstáculo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

o pessoal do expresso anda a tomar coisas?

 


 


 


 


Passei pelo Expresso Online e dei com uma notícia, que é desenvolvida na edição impressa, que diz que os professores portugueses são dos que têm mais horas de aulas nos países europeus e segundo um estudo da OCDE.


 


Alguma coisa aconteceu em relação à linha editorial dos últimos anos que foi sempre a "bater" nos professores. É da época natalícia, alguém se distraiu ou o consumo de coisas psicadélicas regressou em força?


 


"Em toda a Europa e mesmo no espaço mais alargado da OCDE, os professores portugueses são dos que dão mais horas de aulas, segundo o relatório Education at a Glance 2012.


Com o Governo a comprometer-se a cortar quatro mil milhões de euros na despesa do Estado e a Educação a ter de assegurar uma contribuição significativa nesse esforço, a questão do horário de trabalho passou a estar na ordem do dia.


Lá fora, há mais tempo para preparar as aulas, apoiar alunos e outras tarefas."




Anexo um dos gráficos do relatório, para que não fiquem duvidas sobre a nossa liderança na matéria e para desgosto dos descomplexados competitivos dominados pela-tendência-relvas.


 


 


 


 


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

digam-me que isto não aconteceu (1)

 


 


 


 


Recebi por email o texto que colo de seguida. O testemunho foi enviado com pedido de divulgação por parte do destinatário original. Pelo óbvio, suprimi os dados de identificação.





Bom dia, colega,


Agradeço as suas palavras de compreensão.
Trata-se de facto de um grupo com grande poder. Lembro que, na altura da compra do Externato pelo (…), na reunião de tomada de posse vieram à escola indivíduos do topo da hierarquia. E se não me falha a memória, o próprio (…) (cujo pai fora amigo da fundadora do Externato, primeira mulher em Portugal a formar-se em medicina veterinária). A opção pelo (…) partiu da parte da fundadora do Externato de duas vertentes: uma, a da ingenuidade – quem conheceu o carácter do pai, não conhece verdadeiramente o carácter do filho, a amizade obstruiu a visão da situação; por outro lado, e neste caso por parte dos filhos da senhora, que são bastantes e estão internamente divididos nos seus interesses particulares, o conhecimento de que o (…) tem dinheiro para os salvar da “enrascada” em que estão metidos. Precisam de vender a todo o custo. E é isso que fazem.
Na reunião a que me refiro, notei que os tais indivíduos não se abstinham de nomear os conhecimentos políticos que tinham. E, desconfiada pelo nosso futuro, não pude deixar de pensar, já naquela altura, que aquilo me parecia uma ameaça velada. A mesma que, já mais descaradamente, se fez sentir aquando do fórum anual que se realiza na (…), no (…) e à qual todos os profs (…) devem (carácter obrigatório) comparecer. Neste fórum esteve presente o (…)e o presidente da Câmara de (…). Mais uma vez, o (…) salientou os seus contactos governamentais. É como se dissesse: “escusam de nos ameaçar, podem falar mal de nós à vontade, com os nossos conhecimentos na esfera do poder, safamo-nos sempre, temos imunidade, vejam quem trabalha connosco e para nós!” Este último trecho nem sequer é o que eu calculo que pensam, foi dito. Eles salientam muito quem dos ex-governos trabalham com e para eles. O (…) faz gáudio em salientar esse aspecto, ele é um indivíduo sem pudores, descarado, com segurança em público.
Na reunião de antes de ontem, no Externato, sei que houve ameaças veladas, relativamente à eventualidade da participação na entrevista. E, mais uma vez, partiram do topo da hierarquia da (…), onde tudo se decide.
A nossa escola foi, durante os anos em que lá trabalhei, uma escola familiar. Tinha espírito de escola, principalmente, enquanto os seus fundadores foram vivos. O fundador foi um indivíduo com visão e espírito de missão, preocupado com o nosso bem estar e o dos alunos. Tudo fez pela escola que fundou, pagando os nossos salários com endividamento à banca, quando já na 2ª metade dos anos 80, e muitas vezes nos anos 90, o Estado não enviava a tempo e horas a 1ª tranche de pagamentos que cobre os meses de Agosto a Dezembro. E nem sequer nos fazia sonhar que esse percalço acontecia. Era um indivíduo de esquerda, que não procurava louros de vitória, não se expunha nem se vangloriava. Era coerente com os seus princípios, rígido e firme nos seus propósitos, mas com um fundo humano que se mostrava pelas acções. Falava pouco, agia muito. O espírito com que criou a sua própria numerosa família foi o espírito com que fez pagar do seu bolso os estudos a alguns filhos da terra, carecidos financeiramente, mas com capacidades intelectuais notórias. Nunca ouvimos da sua boca a mais leve menção a este facto. Este espírito morreu com ele, em Fevereiro de 2002. Manteve-se no entanto a vontade de manter este carisma que nos deixou: o de que estávamos a trabalhar para um bem comum. E se trabalhávamos mais horas do que seria estipulado, fazíamo-lo porque gostávamos de o fazer, não por medo ou coação. Tínhamos brio na escola que defendíamos. Sentíamo-nos em casa, fazíamos o melhor que sabíamos. Era uma casa e causa de todos. Era espírito de missão educativa.
Numa RG, pouco depois da compra pelo (…), a gestora administrativa da escola disse uma frase que não me saiu da cabeça “…não quero dizer que, ao comprarmos esta escola, tenhamos dado um tiro no pé”: ora, todos sabemos que, em política, quando se nega uma coisa é sinal de que ela é verdade. O que equivale a dizer que o (…) considerou que, se tivesse podido voltar atrás, não teria comprado o Externato. Com os cortes introduzidos pelo Estado às escolas, os lucros previstos à partida não se concretizariam. Havia que proceder a cortes internos (as nossas cabeças), para não haver muita discrepância entre as ambições e a realidade. Ainda assim, nesse mesmo ano, quiseram ter “os dois pés iguais”, porque compraram uma escola profissional na (…).
Infelizmente para todos nós, as oligarquias no poder continuam a existir e a ser economicamente poderosas e, quaisquer que sejam as forças partidárias que ocupem esse poder, qualquer boa vontade vai ser esmagada pela ditadura económica que não se compadece com a dignidade humana e com as pessoas como seres humanos que constituem de facto esta nação. Somos meros colaboradores, ou seja peões de que o poder partidário dispõe a seu bel-prazer no tabuleiro dos seus interesses próprios.
Infelizmente, na conjuntura actual, não creio, caro colega, que nos possamos libertar dessa gente pelo voto. Apenas pela denúncia sem tréguas e pela revolta activa. Pela força da palavra apartidária. O que, temo, levará ainda muitos anos até produzir efeitos. Resta-nos não deixar cair a voz da denúncia dessas ilegalidades e ter esperança.


Cumprimentos,


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

problemas

 


 


 


 


 


Encontrei esta formulação no livro de Bertrand Russel(1993), "O Poder, Uma nova análise social", que corresponde, muitas vezes, ao passo que nos apetece dar definitivamente.


 


 


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

das greves, das solidariedades e de outras coisas mais

 


 


 


 


Há muitos argumentos para não aderir a uma greve e nem se trata de os hierarquizar.


 


O argumento financeiro pesa, como sempre se considerou. Torna-se interessante estudar os que defendem a sua economia doméstica com os mesmos argumentos que usavam nos tempos em que recebiam os subsídios de férias e de natal e não existiam cortes salariais.


 


Ainda no mesmo âmbito, também são um caso de estudo as instituições que encerram porque os grupos profissionais dos escalões menos remunerados fazem greve e em que os mais remunerados assinam o ponto sem qualquer convicção que não fuja à economia doméstica (à sua, como é evidente).

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

actualidade

 


 


 


 


A situação europeia, e mais propriamente o poder alemão, está a criar um clima de nervosismo e de forte contestação. Os denominados intelectuais dividem-se e há mesmo alguns que não alinham naquilo a que chamam de histerismo-dos-derrotados-da-vida.


 


É sempre bom ir aos clássicos e socorri-me de uma passagem do "Em busca do tempo perdido" de Marcel Proust:


 


"“Parece que certas realidades transcendentes emitem em torno de si radiações a que a multidão é sensível. É assim que, por exemplo, quando se dá um acontecimento, quando na fronteira está um exército em perigo ou derrotado, ou vitorioso, as notícias bastante nebulosas que dele chegam e de que o homem culto não sabe retirar grande coisa, provocam na multidão uma emoção que o surpreende e na qual, depois de os especialistas o terem posto ao corrente de verdadeira situação militar, ele reconhece a percepção pelo povo daquela “aura” que rodeia os grande acontecimentos e que pode ser visível a centenas de quilómetros”".

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

por explicar

 


 


 


 


Temos de acreditar que a teimosia ideológica não vai ao ponto de manipular as contas orçamentais.


 


Contudo, dá ideia que quem decide a esse nível (nas instâncias nacionais e internacionais) foi vacinado para o anti-sector público embora vá usufruindo das mordomias sem fim dos cofres estatais.


 


Se ler esta notícia...


 


"(...)Gastos sem salários sobem 18% na Defesa, Segurança e Diplomacia. O Negócios analisou a evolução da despesa de cada ministério sem os gastos com pessoal, com o objectivo de anular o impacto da reposição do subsídio de Natal dos funcionários públicos. Um exercício que revela um corte na Educação cinco vezes maior do que mostra o orçamento.(...)"


 


 ...ficará no mínimo com dúvidas sobre a concertarão à volta dos orçamentos de Estado e das respectivas dívidas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

do berço

 


 


A Grécia, o berço da civilização europeia, continua a dar que pensar. A pequena localidade pesqueira de Volos criou o TEM como moeda alternativa ao EURO e  encontrou uma solução muito interessante.




Greece bartering system popular in Volos






 



 



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

a "eutanásia" em tempos de capitalismo selvagem

 


 


 


 


Este documento é taxativo: o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) compreende o racionamento de tratamentos para o cancro ao publicar um parecer em que diz que o Ministério da Saúde “pode e deve racionar” o acesso a tratamentos mais dispendiosos para pessoas com cancro, Sida e doenças reumáticas. O presidente do CNECV afirma que o parecer derivou de um pedido do Ministério da Saúde.


 


Para Miguel Oliveira da Silva, presidente do CNECV, “é uma luta contra o desperdício e a ineficiência, que é enorme em Saúde”. O documento lincado refere também exames e meios complementares de diagnóstico como TACs, ecografias e ressonâncias magnéticas. 



O CNECV acha que o racionamento de tratamentos é legítimo, que se deve efectuar depois de ouvidos os médicos, os gestores e os doentes, mas que depende dos custos e da justificação com o prolongamento da vida.


 


É um assunto polémico e nem sei se este conselho não devia ponderar mudar de nome.


 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

e se

 


 


 


E se os alemães tivessem as contas bancárias tão descontroladas como as portuguesas? E se quem os governa andar, há muito, aflito e em campanha eleitoral?


 


É bom colocar todas as hipóteses em cima da mesa para que a realidade não seja vista com palas nem preconceitos.


 


Neste exercício de imaginação, podemos acreditar que o financiamento que a UE e o FMI disponibilizarem a Portugal pode entrar e sair à velocidade da luz e com destino à depauperada banca alemã. Talvez seja por isso que alguns especialistas vão dizendo que a banca não está ao serviço da maioria das pessoas.


 


Há fortes suspeitas de que os bancos germânicos foram, pelo menos, tão desmiolados como no do sul da Europa e também se alimentaram dos gastadores compulsivos que se viciaram na privatização de lucros e na nacionalização de prejuízos. Há quem fale de corrupção ao estilo norte-americano. Pesquise por Joseph Stiglitz, por exemplo, que o prémio nobel dá a sua versão.


 


O único problema de toda esta coreografia é que o financiamento vai passando por solo lusitano e deixa um rasto de destruição em cima dos mesmos de sempre.


 


 


 


Já usei esta argumentação num post antigo,


mas é sempre conveniente recorrer às intemporalidades.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

pensar

 


 


 


Chegam relatos de uma multidão de professores à beira de um ataque de nervos, com a agravante de muitos enfrentarem o dilema descrito por Samuel Beckett no seu trabalho de ficção em prosa Watt:






"Pensar, quando já não somos novos, quando ainda não somos velhos, que já não somos novos, que ainda não somos velhos, não é coisa pouca".