O secretário de Estado da Administração Pública confessou que os cortes no número de funcionário públicos duplicou o previsto (5% em vez de 2%) e que o exercício para além da troika fundamentou-se nos professores.
Os professores são "muitos", apenas porque são o grupo profissional mais numeroso, e foram objecto do maior despedimento colectivo da nossa história.
Percebemos essa condição em meados da primeira década do milénio. Associado ao despedimento, vimo-nos acusados do abandono escolar que nos envergonha como sociedade e a panaceia incluiu uma carga intolerável de hiperburocracia e a perda de confiança na organização das escolas.
Há todo um caminho por reconstruir e não consigo adivinhar o momento de viragem. O que observo é um sistema escolar desesperançado que acentuará os números negativos que não nos cansamos de apontar, sem que se registe um qualquer discurso que eleve o caminha escolar percorrido nestas décadas de democracia e que trasmita um sinal de esperança. É demasiada ingratidão, realmente.
E há quem defenda um corte de 100 mil funcionários públicos!!!
ResponderEliminarFicamos sem professores :) :)
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