O ponto 4 duma crónica de Santana Castilho, que também está na edição impressa de hoje do Público, é lapidar.
Numa sociedade em que tantos se queixam que a justiça não funciona, há órgãos de comunicação social que ainda fazem jornalismo de investigação que é muitas vezes depreciado por cidadãos que afirmam defender a democracia. Esse tipo de jornalismo nuclear é arriscado e deve merecer um reconhecimento público.
O número um e o número dois são zeros
"(...)4. Na segunda-feira passada, a jornalista Ana Leal, da TVI, e o jornalista desta casa, José António Cerejo, assinaram serviços cívicos de um género em vias de extinção: jornalismo de investigação. José António Cerejo contou mais uma longa história, em que Passos foi protagonista. Se a juntarmos ao episódio da putativa formação de centenas de técnicos para aeródromos que apenas tinham 10 funcionários, temos mais elementos para perceber o carácter e as tendências comportamentais de quem viria a ser primeiro-ministro de Portugal. Ana Leal, com a coragem própria e a de entrevistados que ouviu, denunciou o escândalo de um mau ensino privado**, que tem que ter consequências. Que já teve consequências. Ficou patente, por omissão de intervenção, pelo menos, a conivência de alguns, com nome: ministro da Educação e Ciência, secretário de Estado da Administração Escolar e inspector-geral da Educação e Ciência. Se não fossem incompetentes, já teriam cerceado a sujeira que Ana Leal denunciou."
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