sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

insistir

 


 


 


 


 


 


 


Temos a dívida, o défice, os fluxos migratórios, a natalidade, o estado social, a esperança de vida, e sabemos que tudo isso sobreaquece o ambiente económico. Mas também percebemos que se transferiu, com cortes nos salários, nos subsídios e nas prestações sociais, a maior quantia da história das classes média e baixa para a alta.


 


A banca europeia, e por simpatia o poder político que governa, acumulou recursos financeiros astronómicos e precisa de os lançar na economia. Os indicadores não mentem: a industria financeira foi a única com sinal positivo, até em Portugal; e que sinal. É por isso que tanto se fala em reindustrializar e em monitorizar a banca, com medo que a ganância nos empurre para uma nova bolha com resultados ainda mais catastróficos. O problema maior está na escolha das áreas de investimento.


 


Nesta luta sem tréguas, existem dois blocos. Os que pretendem perpetuar o saque e os que defendem a democracia. Este maniqueísmo também se arrasta ao sistema escolar português.


 


Os primeiros não descansam enquanto não depauperarem de vez a escola pública para a entregarem ao mundo dos maus negócios e estão representados num Governo em que os dirigentes do MEC são uma espécie de carapaus no meio de tubarões.


 


Os segundos estão sem norte e restam umas franjas de resistentes algo destemidos.


 


Pode ser que a história nos volte a surpreender, por muito desigual que seja esta batalha.

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