"O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, indicou posteriormente que os abrangidos serão docentes a contrato que tenham tido horários anuais e completos desde 2009, último ano em que se realizou o concurso nacional para professores do quadro.
Segundo Casanova de Almeida, as "necessidades reais e permanentes do sistema educativo" serão avaliadas em função do número destes horários que persistiram nos últimos três anos."
Isto é aviltante e impróprio de alguém que devia defender o interesse e os dinheiros públicos, na medida em que é tudo colocado às avessas: dito por outras palavras, percebeu-se que não faz sentido financiar uma escola pública onde existe oferta privada que responde às mesmas necessidades e não o contrário, mesmo que a oferta privada tenha surgido para se sobrepor e esvaziar a oferta pública. Percebeu-se que a política do financiamento privado é uma cultura, para continuar, tenha as consequências que tiver para o ensino público. Percebeu-se que Nuno Crato estava inseguro, nervoso até, engasgando-se, como alguém que teve de aprender uma lição à pressa sem a compreender de facto. Percebe-se, finalmente, que Nuno Crato tem vendido as suas convicções de outrora ao desbarato, para garantir a sua permanência na ribalta política e, por inferência, conclui-se que nada fará para contrariar a destruição da escola pública preconizada por este governo. Lamentável! O país não precisa de ministro da educação e ciência. Qualquer secretário de estado fará o mesmo papel de ser a voz do dono, por um pouco menos de dinheiro.
Para aquilatar do "delírio" de Nuno Crato nesta audição parlamentar é importante ler também o que disse sobre o futuro na Educação (artigo abaixo), de que destaco as sábias palavras: “A resposta mais honesta que posso dar é que não é o momento para responder” O dono ainda não deu as ordens, compreenda-se. A ideia de que as empresas pagarão estágios do ensino profissional faz temer pela sanidade mental do ministro. Que empresas? A menos que esta seja mais uma forma camuflada de transferir dinheiros públicos para o privado, vindo o Estado a financiar empresas para pagarem custos do ensino público, como tem feito com o ensino particular e cooperativo.
«Crato quer empresas a pagar estágios do ensino profissional
Ouvido esta terça-feira no Parlamento, o ministro da Educação descartou o aumento de propinas no superior.
O ensino obrigatório é e continuará a ser gratuito, garantiu o ministro
O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, sugeriu esta terça-feira no Parlamento que devem ser as empresas e não o Estado a pagar os estágios que os jovens realizam no âmbito do ensino profissional.
Este foi o exemplo apontado por Crato sobre cortes possíveis na despesa pública com a Educação. Actualmente, o ensino profissional público e privado tem parcerias com 13 mil empresas, acrescentou.
O ministro, que foi ouvido esta tarde na Comissão Parlamentar de Educação, esclareceu que não vai adiantar muito mais sobre o assunto, uma vez que o debate sobre a repartição do corte adicional de quatro mil milhões de euros na despesa pública do Estado ainda está em curso no Governo.
Em resposta a questões do deputado comunista Miguel Tiago, Crato garantiu, contudo, que o ensino obrigatório não será tocado e também que não existem alterações previstas no valor das propinas do ensino superior.
Depois, instado por Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, a dar respostas concretas sobre onde irá fazer cortes na Educação, o ministro respondeu: “A resposta mais honesta que posso dar é que não é o momento para responder”.
Nuno Crato lembrou que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na entrevista que deu a 28 de Novembro à TVI, nunca falou da possibilidade de virem a ser introduzidos pagamentos no ensino obrigatório, tendo-lhe sido atribuídas afirmações que não proferiu. “Fez-se uma tempestade num copo água”, disse.
Quando Passos Coelho falou num sistema mais repartido de custos na Educação, fez “uma afirmação genérica”, acrescentou Crato na audição parlamentar desta terça-feira. “Quando estamos a falar de Educação, estamos a falar de muitas coisas que não são o ensino obrigatório”, disse ainda.
Na referida entrevista, quando questionado pela jornalista Judite de Sousa sobre se poderemos vir a “pagar pelas escolas públicas” à semelhança do que já acontece em alguns serviços do Serviço Nacional de Saúde, Passos Coelho respondeu: “Temos uma Constituição que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente do esforço do lado da Saúde. Na área da Educação, temos alguma margem de liberdade para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal directa que é assumida pelo Estado.”
Na audição desta terça-feira no Parlamento, Nuno Crato anunciou ainda que o diploma que permitirá a integração nos quadros de vários professores que estão há anos a contrato irá a Conselho de Ministros o mais tardar na próxima semana, sem adiantar mais pormenores.
O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, indicou posteriormente que os abrangidos serão docentes a contrato que tenham tido horários anuais e completos desde 2009, último ano em que se realizou o concurso nacional para professores do quadro.
Segundo Casanova de Almeida, as "necessidades reais e permanentes do sistema educativo" serão avaliadas em função do número destes horários que persistiram nos últimos três anos.
Outro mentiroso
ResponderEliminar"O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, indicou posteriormente que os abrangidos serão docentes a contrato que tenham tido horários anuais e completos desde 2009, último ano em que se realizou o concurso nacional para professores do quadro.
Segundo Casanova de Almeida, as "necessidades reais e permanentes do sistema educativo" serão avaliadas em função do número destes horários que persistiram nos últimos três anos."
Isto é aviltante e impróprio de alguém que devia defender o interesse e os dinheiros públicos, na medida em que é tudo colocado às avessas: dito por outras palavras, percebeu-se que não faz sentido financiar uma escola pública onde existe oferta privada que responde às mesmas necessidades e não o contrário, mesmo que a oferta privada tenha surgido para se sobrepor e esvaziar a oferta pública. Percebeu-se que a política do financiamento privado é uma cultura, para continuar, tenha as consequências que tiver para o ensino público. Percebeu-se que Nuno Crato estava inseguro, nervoso até, engasgando-se, como alguém que teve de aprender uma lição à pressa sem a compreender de facto. Percebe-se, finalmente, que Nuno Crato tem vendido as suas convicções de outrora ao desbarato, para garantir a sua permanência na ribalta política e, por inferência, conclui-se que nada fará para contrariar a destruição da escola pública preconizada por este governo. Lamentável! O país não precisa de ministro da educação e ciência. Qualquer secretário de estado fará o mesmo papel de ser a voz do dono, por um pouco menos de dinheiro.
ResponderEliminarPara aquilatar do "delírio" de Nuno Crato nesta audição parlamentar é importante ler também o que disse sobre o futuro na Educação (artigo abaixo), de que destaco as sábias palavras:
ResponderEliminar“A resposta mais honesta que posso dar é que não é o momento para responder”
O dono ainda não deu as ordens, compreenda-se.
A ideia de que as empresas pagarão estágios do ensino profissional faz temer pela sanidade mental do ministro. Que empresas? A menos que esta seja mais uma forma camuflada de transferir dinheiros públicos para o privado, vindo o Estado a financiar empresas para pagarem custos do ensino público, como tem feito com o ensino particular e cooperativo.
«Crato quer empresas a pagar estágios do ensino profissional
Ouvido esta terça-feira no Parlamento, o ministro da Educação descartou o aumento de propinas no superior.
O ensino obrigatório é e continuará a ser gratuito, garantiu o ministro
O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, sugeriu esta terça-feira no Parlamento que devem ser as empresas e não o Estado a pagar os estágios que os jovens realizam no âmbito do ensino profissional.
Este foi o exemplo apontado por Crato sobre cortes possíveis na despesa pública com a Educação. Actualmente, o ensino profissional público e privado tem parcerias com 13 mil empresas, acrescentou.
O ministro, que foi ouvido esta tarde na Comissão Parlamentar de Educação, esclareceu que não vai adiantar muito mais sobre o assunto, uma vez que o debate sobre a repartição do corte adicional de quatro mil milhões de euros na despesa pública do Estado ainda está em curso no Governo.
Em resposta a questões do deputado comunista Miguel Tiago, Crato garantiu, contudo, que o ensino obrigatório não será tocado e também que não existem alterações previstas no valor das propinas do ensino superior.
Depois, instado por Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, a dar respostas concretas sobre onde irá fazer cortes na Educação, o ministro respondeu: “A resposta mais honesta que posso dar é que não é o momento para responder”.
Nuno Crato lembrou que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na entrevista que deu a 28 de Novembro à TVI, nunca falou da possibilidade de virem a ser introduzidos pagamentos no ensino obrigatório, tendo-lhe sido atribuídas afirmações que não proferiu. “Fez-se uma tempestade num copo água”, disse.
Quando Passos Coelho falou num sistema mais repartido de custos na Educação, fez “uma afirmação genérica”, acrescentou Crato na audição parlamentar desta terça-feira. “Quando estamos a falar de Educação, estamos a falar de muitas coisas que não são o ensino obrigatório”, disse ainda.
Na referida entrevista, quando questionado pela jornalista Judite de Sousa sobre se poderemos vir a “pagar pelas escolas públicas” à semelhança do que já acontece em alguns serviços do Serviço Nacional de Saúde, Passos Coelho respondeu: “Temos uma Constituição que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente do esforço do lado da Saúde. Na área da Educação, temos alguma margem de liberdade para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal directa que é assumida pelo Estado.”
Na audição desta terça-feira no Parlamento, Nuno Crato anunciou ainda que o diploma que permitirá a integração nos quadros de vários professores que estão há anos a contrato irá a Conselho de Ministros o mais tardar na próxima semana, sem adiantar mais pormenores.
O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, indicou posteriormente que os abrangidos serão docentes a contrato que tenham tido horários anuais e completos desde 2009, último ano em que se realizou o concurso nacional para professores do quadro.
Segundo Casanova de Almeida, as "necessidades reais e permanentes do sistema educativo" serão avaliadas em função do número destes horários que persistiram nos últimos três anos.
Também presente na audição, o secretário d