É muito interessante a peça da Gazeta das Caldas. Para além de alguns pormenores sobre a presença da IGE, publica uma posição dos professores bibliotecários dos concelhos de Caldas da Rainha e de Óbidos através de uma carta dirigida à coordenadora da rede nacional de bibliotecas escolares. O que se vai evidenciando é que, para além das importantes acções do movimento "Em defesa da escola pública do oeste", a comunidade educativa vai relatando casos sobre casos.
Inspecção Geral da Educação esteve nas Caldas para investigar grupo GPS
"(...)Professores bibliotecários referem “situação anómala”.
A polémica em torno do favorecimento dos colégios privados está, porém, a ganhar maior dimensão. Agora foi a vez de os professores bibliotecários das escolas das Caldas e de Óbidos contestarem a atribuição de fundos públicos para as bibliotecas das escolas privadas.
Numa carta dirigida à coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Teresa Calçada e assinada pelos dez professores bibliotecários das Caldas da Rainha e de Óbidos, estes manifestam a sua “perplexidade perante a situação anómala passada no colégio Rainha D. Leonor”.
O documento a que a Gazeta das Caldas teve acesso é assinado por professores das bibliotecas da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro e agrupamentos de escolas Raul Proença, Josefa d’Óbidos, Santa Catarina e D. João II. Refere que aquele colégio com contrato de associação passou a integrar a rede de bibliotecas escolares em 2009 e que, nesse contexto, tinha um conjunto de obrigações a cumprir, mas que não o fez.
Os professores bibliotecários referem que no ano passado a professora do Colégio Rainha D. Leonor designada para a biblioteca tinha apenas quatro horas semanais para desempenhar o cargo, ao invés do tempo inteiro previsto na legislação. Já este ano o colégio não se fez representar nas reuniões de partilha e Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares porque, de acordo com a coordenadora interconcelhia, “aquela escola não designara ninguém para a função de professor bibliotecário”. Os docentes desconhecem mesmo se a biblioteca estará a funcionar, apesar de ter recebido verbas do erário público (cinco mil euros) para o seu fundo documental.
A lógica subjacente à celebração destes protocolos por parte do Ministério da Educação e Ciência, que deveria ser de complementaridade e não de concorrência, levou o grupo parlamentar do PS na Assembleia da República a requerer uma audição ao ministro da Educação, Nuno Crato.
Os deputados socialistas querem um esclarecimento no seguimento das diversas denúncias que têm chegado da parte de docentes, alunos ou encarregados de educação, que falam da “existência de uma rede escolar que subaproveita a capacidade das escolas públicas, não acontecendo o mesmo com os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contratos de associação".
ResponderEliminarPenso que a indignação começou a alastrar ainda mais. É como se tivessem levantado a ponta do novelo e isto agora vai desenrolando tudo. Há sempre quem queira cortar o fio (manobrando os EE e gritando "É mentira!") mas penso que agora é impossível. Há sempre quem apareça com mais uma "estória", um novo depoimento, quem vêm mostrar a pouca-vergonha e o apoio que o ME tem dado, enviando os nossos dinheirinhos para estes colégios onde tudo falta, pelos vistos, menos dinheiro. Isto para não falar dos "maus tratos" aos nossos colegas!
Falta ainda falar de mais bracinhos do "polvo"!
Aguardemos.
Melhor seria ter sido um Procurador da República...Isto não é um "mero" incidente pedagógico.
ResponderEliminarTalvez também ande por aí Donatien.
ResponderEliminarInspeção? Deveria ser era a Polícia Judiciária. o diretora do colégio, é-o como poderia ser gerente de um bordel. 80 carros? mais o resto da fortuna. Como? em que país é que isto é aceitável?
ResponderEliminarGostei dessa do bordel...
ResponderEliminar