segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

acordo ortográfico

 


 


 


 


Este blogue discordou ortograficamente, mais por falta de tempo e por questões estéticas, e parece que o acordo afinal não está em vigor nem estará. Quando muito haverá um novo acordo e ajustado.


 


 


 


 


Ps: Era para ser ortográfico, mudou para ortigráficamente, passou para ortográficamente (podia advogar com os advérbios de modo da década de 70 do século passado, mas não foi, foi distracção) e o acento (o assento foi mesmo propositado; a sério; faltaram as pipocas, uma vez que a saga está para durar :)) só caíu com ortograficamente. Obrigado a todos pela atenção; mas obrigado mesmo.

3 comentários:

  1. Ó Paulo, desculpa a sinceridade, mas o melhor deste “post” é mesmo o “Post Scriptum”. Hilariante!

    Entretanto, parafraseando a pequenada com quem reparto os meus dias, eu “vou-me assentar” (cruzes!) à espera de ver no que dá este (des)acordo ortográfico, ai vou, vou...
    Só é pena não me trazerem as pipocas!

    É preciso não esquecer que este novo acordo ortográfico (de 1990, calcule-se!) entrou em vigor nas escolas portuguesas dia 1 de setembro de 2011 e já está contemplado na esmagadora maioria dos manuais escolares, para além de o estar também no novo programa de Português do Ensino Básico, igualmente em vigor desde 1 de setembro de 2011.

    De salientar, aliás, a facilidade com que a miudagem aderiu à nova grafia, em muitos casos facilitadora da escrita, devido, por exemplo, à supressão de consoantes que não se pronunciam.

    Então, convém que as instâncias competentes se entendam e, uma vez que os novos manuais escolares (apesar de estarem em vigor por seis anos) terão de ser alterados para dar cumprimento às novas metas curriculares estipuladas pelo MEC, prevejam a definição do vocabulário ortográfico a utilizar na língua portuguesa, com uma projecção superior a um ou dois anos lectivos, pois eu, professora na idade média (como também diz a miudagem), tenho outras coisas mais interessantes para fazer do que esta brincadeira de um ano ensinar assim, outro ano ensinar assado, por muito que alguns advoguem que o combate à rotina é uma forma de prevenir o aparecimento precoce da doença de Alzheimer.

    Puxando a brasa à minha sardinha, é bom que os decisores se lembrem que professor de Português não é fantoche, para continuar a investir horas e horas de formação em novas aprendizagens, de que saliento o novo acordo ortográfico e o dicionário terminológico (vulgo nova gramática), que aplica num ano, com maior esforço junto de alunos que se encontram a meio da sua escolaridade com aprendizagens iniciais feitas segundo terminologias e instruções anteriores, para, no ano seguinte, desaprender/ desensinar, voltar a ensinar à moda anterior ou, pior ainda, a uma moda híbrida que faz de conta que é inovadora. A paciência tem limites!

    Qualquer dia desisto de salientar aos meus alunos, por exemplo, que a acentuação é imprescindível e de propor-lhes que leiam a palavra “cágado” escrita sem acento para comprovar a sua importância. Eles que escrevam como quiserem!

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  2. Obrigado :)

    Imagino o que relatas. É uma completa falta de respeito pelos professores e pelas escolas.

    Quando estava a escrever outro post, sobre a constituição, lembrei-me do incumprimento de mandatos que se verifica há muito nas escolas. Algumas andam há 6 ou 7 anos a interromper mandatos todos os anos com regulamentos e eleições e por aí fora.

    É um desnorte absoluto.

    Também quero ver como se vai resolver esta saga do acordo.

    Obrigado pelo testemunho Ana.

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