sábado, 11 de maio de 2013

a fuga continua

 


 


 


 


 


Os quadros dos ensinos básico e secundário perderam mais de 30 mil professores nos últimos anos e a saga não tem fim.


 


São milhares em fuga (é literal, não tem de levar aspas), anunciam-se mais 6 mil, num sistema escolar que mergulhou na angústia e na desesperança. Deve sublinhar-se que a fuga é objecto de fortes penalizações, mas estes profissionais muito experientes só se querem libertar de tanto desmiolo. São, realmente, muitos anos a aturar "reformistas".


 


Que ninguém se iluda, nem os professores mais jovens que esperam assim uma qualquer subida na lista graduada ou uma contratação. Esta degradação inaudita do estatuto da carreira precarizará, como se tem visto, a profissionalidade dos professores e reduzirá ainda mais o seu número. É evidente que o aplauso de uns servirá a estratégia dos que pretendem dividir os professores e anestesiá-los.


 


 


 


 


17 comentários:

  1. Já ninguém se ilude Paulo. Caiu-lhes a máscara de vez como ao Secretário de Estado Rosalino. O tipo detesta os funcionários públicos.

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  2. De facto,o Eichmann do psd...São vários...

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  3. O Rosalino está particularmente sedento e insensível.

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  4. Infelizmente, não posso fazer parte destes 6000.
    Ia já a correr festejar a vitória do glorioso bem longe, nem que fosse de tenda às costas!
    Quando chegar a minha vez de ir embora, nem que seja com penalização, já não serei capaz de correr, com certeza, da maneira que saio cada vez mais KO da escola, mesmo sem a sobrecarga que prometem para breve.

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  5. Eu também não, infelizmente. Estou a torcer pelo Dragão e ia na mesma, ganhe quem ganhar e não hesitava em caso de empate.

    Não podemos permitir que nos afundem mais.

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  6. Só quem, como eu, está numa escola em que a fuga foi tal que hoje está irreconhecível, compreende o alcance do post. Eram todos (ou quase todos) professores de excelência, mentores dos mais novos e de uma dedicação total. Abandonaram, em debandada, e a escola está descaracterizada. As organizações não sobrevivem sem memória e passagem de testemunho. Estes erros vão pagar-se muito caro na qualidade da escola pública.

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  7. Também concordo. Fugi com penalização e sem arrependimento, apesar dos cortes.

    Quando encontro as minhas amigas e amigos que continuam no ativo sinto amargura. Fico com pena mas nem lhes digo. A qualidade da educação ressente-se e vai de mal a pior.

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  8. Fausto Viegas (Norte)12 de maio de 2013 às 00:06

    Bibó PORTO, Carago!!!

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  9. Na minha escola, isso ainda não aconteceu, porque a esmagadora maioria dos professores está naquela faixa etária muito perto da meta, a vê-la no horizonte próximo, mas com a sensação de que a movem para mais longe a cada passada, e com aquele desânimo de suspeitar que não terá fôlego para lá chegar, cada vez que surgem novos obstáculos no percurso.
    São pessoas que coexistem e interagem há décadas, que fazem parte de uma memória riquíssima de dedicação à escola, mas que estão descrentes no futuro e cansadas de tanta agressão. Às vezes, nos intervalos maiores, a sala de professores está repleta de ilhas de silêncio a lembrar velórios de muito pesar.

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  10. Sejas bem aparecido :) Parabéns, já agora. Abraço.

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  11. É um cenário aterrador...

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  12. Fausto Viegas (Norte)12 de maio de 2013 às 19:23

    Forte abraço Paulo. Não comento mas leio, carago!!!

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