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terça-feira, 1 de julho de 2014

e seriam, no mínimo, dez vezes mais a pedir rescisão

 


 


 


 


"Mais de 3500 professores pediram para rescindir contrato com o Estado" e seriam, no mínimo, dez vezes mais se o programa fosse mais favorável, se abrangesse de igual modo os professores das diversas disciplinas e com garantias para o período anterior à reforma.


 


Ainda há dias se soube que "nove em cada dez professores do 3º ciclo sentem que são desconsiderados pela sociedade" e, também há pouco tempo, António Costa denunciou que o Governo de que fez parte instituiu uma injusta guerra aos professores que foi o principal erro dessa trágica governação.


 


Ou seja, os professores portugueses estão quase há uma década a serem desconsiderados diariamente com reflexos nas condições de realização da sua profissionalidade. Não admira, portanto, que a fuga esteja instituída.


 


 


 


 


 


 

sábado, 11 de maio de 2013

a fuga continua

 


 


 


 


 


Os quadros dos ensinos básico e secundário perderam mais de 30 mil professores nos últimos anos e a saga não tem fim.


 


São milhares em fuga (é literal, não tem de levar aspas), anunciam-se mais 6 mil, num sistema escolar que mergulhou na angústia e na desesperança. Deve sublinhar-se que a fuga é objecto de fortes penalizações, mas estes profissionais muito experientes só se querem libertar de tanto desmiolo. São, realmente, muitos anos a aturar "reformistas".


 


Que ninguém se iluda, nem os professores mais jovens que esperam assim uma qualquer subida na lista graduada ou uma contratação. Esta degradação inaudita do estatuto da carreira precarizará, como se tem visto, a profissionalidade dos professores e reduzirá ainda mais o seu número. É evidente que o aplauso de uns servirá a estratégia dos que pretendem dividir os professores e anestesiá-los.


 


 


 


 


quarta-feira, 2 de março de 2011

a grande evasão

 


 


A fuga dos professores é impressionante. Recebi por mail um texto bem elucidativo e que não é escrito por um professor.


 


Leia esta excelente crónica de Manuel António Pina.


 



Texto publicado no Jornal de Notícias

"Quem pode, foge. Muitos sujeitam-se a perder 40% do vencimento. Fogem para a liberdade. Deixam para trás a loucura e o inferno em que se transformaram as escolas. Em algumas escolas, os conselhos executivos ficaram reduzidos a uma pessoa. Há escolas em que se reformaram antecipadamente o PCE e o vice-presidente. Outras em que já não há docentes para leccionar nos CEFs. Nos grupos de recrutamento de Educação Tecnológica, a debandada tem sido geral, havendo já enormes dificuldades em conseguir substitutos nas cíclicas. O mesmo acontece com o grupo de recrutamento de Contabilidade e Economia. Há centenas de professores de Contabilidade e de Economia que optaram por reformas antecipadas, com penalizações de 40% porque preferem ir trabalhar como profissionais liberais ou em empresas de consultadoria. Só não sai quem não pode. Ou porque não consegue suportar os cortes no vencimento ou porque não tem a idade mínima exigida. Conheço pessoalmente dois professores do ensino secundário, com doutoramento, que optaram pela reforma antecipada com penalizações de 30% e 35%. Um deles, com 53 anos de idade e 33 anos de serviço, no 10º escalão, saiu com uma reforma de 1500 euros. O outro, com 58 anos de idade e 35 anos de serviço saiu com 1900 euros. E por que razão saíram? Não aguentam mais a humilhação de serem avaliados por colegas mais novos e com menos habilitações académicas. Não aguentam a quantidade de papelada, reuniões e burocracia. Não conseguem dispor de tempo para ensinar. Fogem porque não aceitam o novo paradigma de escola e professor e não aceitam ser prestadores de cuidados sociais e funcionários administrativos.


'Se não ficasse na história da educação em Portugal como autora do lamentável 'pastiche' de Woody Allen 'Para acabar de vez com o ensino', a actual ministra teria lugar garantido aí e no Guinness por ter causado a maior debandada de que há memória de professores das escolas portuguesas. Segundo o JN de ontem, centenas de professores estão a pedir todos os meses a passagem à reforma, mesmo com enormes penalizações salariais, e esse número tem vindo a mais que duplicar de ano para ano.


Os professores falam de 'desmotivação', de 'frustração', de 'saturação', de 'desconsideração cada vez maior relativamente à profissão', de 'se sentirem a mais' em escolas de cujo léxico desapareceram, como do próprio Estatuto da Carreira Docente, palavras como ensinar e aprender. Algo, convenhamos, um pouco diferente da 'escola de sucesso', do 'passa agora de ano e paga depois', dos milagres estatísticos e dos passarinhos a chilrear sobre que discorrem a ministra e os secretários de Estado sr. Feliz e sr. Contente. Que futuro é possível esperar de uma escola (e de um país) onde os professores se sentem a mais?"