Se, como se disse (e por todos os presentes na mesa de negociações) e se escreveu, o novo conceito de serviço lectivo (e não me esqueço das direcções de turma como serviço lectivo) é aplicado a todos os professores, e não apenas aos que têm horário zero, na primeira distribuição de serviço lectivo, o balanço das greves é muito positivo. É evidente que ficaram intocáveis questões fundamentais: número de alunos por turma, cortes curriculares, mega-agrupamentos e mais profundamente a privatização do sistema escolar. É também evidente que o novo conceito de serviço lectivo requer uma sólida regulamentação para que não seja pulverizado a qualquer momento. E é claro: mais cedo ou mais tarde voltaremos a esta luta a não ser que o mundo leve uma grande mudança.
E os professores mais graduados podem ver na sua componente lectiva outro serviço que não seja directamente com turmas? Podem e alguns não gostarão. Mas também haverá professores que podem deixar de ter 10 turmas e 300 alunos e preferirão outro serviço lectivo. E não nos podemos esquecer que no conceito mega haverá mais professores em mobildade (a saltar de escola em escola) do que no presente.
Resumindo: o que no ano passado foi incluído à posteriori apenas para os professores com horário zero, este ano é para todos e à priori (na primeira distribuição de serviço lectivo). Basta pensar um bocado para perceber o alcance desta alteração para todos os professores; os do quadro e os contratados.
É ainda evidente que vamos estar atentos ao modo como tudo isto se operacionaliza.
Paulo, parece-me que vai ser fundamental estar atento ao modo como muitos directores vão operacionalizar tudo isto...
ResponderEliminarContinuo a pensar que estas greves desgastaram, e muito, a imagem da nossa classe profissional, sendo que no final "ressuscitaram-se" as medidas que já haviam sido apresentadas aos sindicatos no dia 6 de Junho...
ResponderEliminarCrato aparece aos olhos da opinião pública como aquele que venceu este braço-de-ferro e os sindicatos, sobretudo a Fenprof, voltam, uma vez mais, a dar a imagem que apenas tiveram interesses políticos-partidários.
Esticaram a corda e esta partiu do lado dos sindicatos... Situação que poderia ter sido evitada logo a 6 de Junho.
No final, e como se previa, a mobilidade especial é adiada para 2015 (propostas feita a 6 de Junho) e muitos dos colegas que fizeram greve sentem-se agora defraudados e enganados pelos sindicatos. É o que vou lendo pela blogosfera...
De resto, há que voltar à estratégia inicial: combater a mobilidade especial no Tribunal Constitucional!
O Pedro parece-me pouco informado e deve andar por um país que não é aquele em que se desenrolou a greve a que se refere.
ResponderEliminarEstá a ver mal o filme. Deve ser do adiantado da hora.
Sim, se o novo "conceito de serviço lectivo" evitar que um professor fique com 300 alunos e outro (o tal do horário zero) com nenhum (como acontecia), ainda que com outras funções, talvez ganhem, sobretudo, esses os tais alunos - para além da justiça, claro.
ResponderEliminar(os tais 300 alunos)
ResponderEliminarNão tenho bem a certeza se será como escreve. Acho que essas tarefas só contam como serviço letivo nas situações de horários sem turmas ou incompletos..
ResponderEliminarAh, claro Carlos.
ResponderEliminarÉ Maria das Dores: o Pedro vê sempre um outro filme. Numa altura em que o grupo do profissional dos professores tem uma imagem muito positiva por não se vergar, o Pedro acha o contrário. Deve ser da hora. É isso.
ResponderEliminarVamos estando atentos.
ResponderEliminarSó escrevi o que ouvi e li. Não estive na mesa de negociações nem tenho qualquer inside information. De resto, já fiz dois posts sobre o assunto.
ResponderEliminarCaro Paulo, basta ler o editorial do Público de hoje para perceber se, de facto, era necessário ter levado à prática a greve aos exames e tantos dias de greve às avaliações. A não ser que pense que o editorial do Público apresenta uma versão parcial dos factos...
ResponderEliminarPedro: respondo, e foi mesmo por acaso, no post balanço da greve (2).
ResponderEliminar