Quando os fanáticos do Estado mínimo se convenciam que os funcionários públicos estavam anestesiados, eis que os professores avançam para uma acção de luta de alto risco. Por muito que Portas e Passos se desdobrem em apelos que visem o ciúme social anti-professor, a força da razão fará o seu caminho.
Já foi assim na desgastante luta contra a terceira via socialista offshoriana. Espera-se que, desta vez, os sindicatos não traiam o exemplo de cidadania dos professores portugueses ou que estes não enfraqueçam a sua capacidade negocial. Estes assuntos dizem respeito a todos e já nem os que se reformaram podem olhar apenas para os seus interesses.
Como já muitas vezes escrevi, apoio todas as movimentações que me parecem justas e esta é mesmo decisiva.
É estranho que aqui não seja feita qualquer referência às declarações mais importantes de ontem em relação aos professores: o compromisso de Passos Coelho em como a mobilidade especial não será aplicada aos professores do quadro. Muito estranho!!!
ResponderEliminarAté parece que há quem não goste de boas notícias e as prefira ignorar...
Já cá faltava o comentador Pedro. Oh homem! Você não se lembra da campanha eleitoral? O Passos mentiu aos professores e volta a mentir porque está em campanha. Você não existe.
ResponderEliminarO PM tem mentido descaradamente desde que entrou em funções. Basta fazer um colectânea pelo you tube.
ResponderEliminarPode agora dizer o que quiser. Ninguém acredita! E pior, desconfio que está novamente no puro maquiavelismo.
Só quem ainda acredita no Pai Natal é que ainda leva a sério estas tretas.
Este Pedro não aprende. Intitula-se professor mas não pode ser. É um jota que anda pelos blogues a fazer um serviço ao "seu senhor".
ResponderEliminarEntão, diga-me: mesmo sem mobilidade especial, acredita que os professores do quadro que tiverem de concorrer a destacamento por ausência de componente lectiva (DACL), no próximo Verão, poderão fazê-lo apenas a um concelho, como tem sido a regra até aqui?
ResponderEliminarNesta intervenção, que ouvi em directo, Passos Coelho também mencionou que um professor do quadro que estiver sem horário terá de aceitar ir dar aulas para outra escola onde faça falta, e assim não haverá necessidade de aplicar a mobilidade especial aos professores, rentabilizando-se os recursos, quis ele dizer.
Deste modo, como se operará o milagre de preencher todas as vagas, se os professores sem componente lectiva atribuída concorrerem apenas ao seu concelho e, por sorte ou azar, houver muitos concelhos sem quaisquer horários para determinados grupos de recrutamento, com outros, a quilómetros de distância, a necessitarem de mais professores?
Nestes casos, os professores sem colocação permanecerão com horário zero na sua escola/ concelho por todo o ano lectivo?
Aguardemos pelas regras desse concurso a DACL para traduzirmos o que Passos Coelho realmente quis dizer, e aí sim, poderemos aplaudir (ou não) estas suas declarações.
Eu costumo dizer que ingenuidade num adulto maduro pode ser sinónimo de estupidez. E o passado recente prova bem a (nula) fiabilidade das declarações de praticamente todos os membros deste Governo, com especial relevo para as do primeiro ministro.
Até se pelam por "exterminar" os professores e Caldas da Rainha é o epicentro. Bem hajam.
ResponderEliminarA UGT é sempre elogiada pelos partidos do governo! Gostava de os ver do lado de quem lhes paga as cotas. Os sindicalistas e outros que tais decretam greves mas não lhes sai do bolso. Há professores nas escolas, diretores e de educação especial, que também não. Ao menos que arranjem um fundo para ajudar os grevistas e contribuam. Há muitos professores com a corda na garganta.
ResponderEliminarAinda hoje postarei mais umas coisas sobre este assunto.
ResponderEliminarÉ Ana. É AC.
ResponderEliminarBem observado Vasco, se me permite.
ResponderEliminarObrigado AC. O bem observado foi principalmente por causa da última frase do comentário do Vasco Silva.
ResponderEliminarPedro, não se esqueça das palavras de Nuno Crato ditas há poucos dias: "NADA É VERDADE"!
ResponderEliminarPortanto, como se pode "confiar" em quem diz isto e assim pensa e age?
A minha observação foi para Vasco, desculpe se não a coloquei no espaço certo...
ResponderEliminarEu dirigia-me mais à UGT. Pelos vistos nem esses aceitam mais acordos na concertação social.
ResponderEliminarPercebi AC :)
ResponderEliminarÉ Vasco. Vamos ver.
ResponderEliminarQualquer greve tem dois protagonistas: o que reivindica e aquele a quem isso é feito.
ResponderEliminarComo é que pode ser pedido ao que reivindica que não lute se aquele a quem é feita a reivindicação nada cede?
Portas quer exames no dia marcado. Será que ele está pronto a negociar? Para aparecer é porque nada a minar as escolas públicas em favor dos seus privados e do seu instrumento Casanova no ministério da educação. Portas que aceite como boas as reivindicações dos profissionais de educação que tão mal tratados têm sido pelos governos. Responder aos anseios dos professores é contribuir para a qualidade da educação e do ensino ministrado aos nossos filhos.
Não me preocupa que haja uma perturbação escolar no dia da greve. Estou é assustado com o impacto das medidas do governo sobre os portugueses e o seu futuro.
A UGT ao suportar o governo e a troika tem de aceitar os elogios de Portas como merecidos!