Os descrentes (para ser brando, claro) nos méritos do serviço público de Educação não mediram a profundidade da devastação provocada na escola pública e na profissionalidade dos professores. A resposta dos mais "fracos" está, como se previa, a extremar-se à medida que o processo avança. A vaga de adesões é de tal ordem que a greve às avaliações já foi prolongada para os dias 18, 19, 20 e 21 de Junho.
Publico um vídeo sobre a situação em Vila Real mas que deverá ser comum ao resto do país.
A onda cresce.
ResponderEliminarEm dois anos este governo nomeou cerca 4.400 boys, tudo com ordenados topo de gama "Assessores, Técnicos especialistas, Chefes de gabinete" bem acima de um salário médio de professor. Logo, esta rapaziada deve custar bem acima de 40 milhões de euros/ano!. 40+20=60. Paga Zé! e não bufes.
ResponderEliminarAcho muito bem, o direito à greve manifestado pelos professores, na defesa dos interesses que está no seu vinculo.
ResponderEliminarQuando o Crato, diz que o superior interesse dos alunos e dos pais têm que ser defendido, nao tem razão de ser. Só mesmo um argumento estúpido de alguém que têm que dizer alguma coisa na pior forma.
Em primeiro, porque os professores também são pais, em segundo, porque os interesses dos alunos estão defendidos, porque os exames não deixaram de acontecer. A batata passa para o ME, que vai ter que coordenar estes atrasos com os prazos de candidaturas ao ensino superior. o ME que trabalhe as 35 horas, que deviam trabalhar, que vão ver que o tempo chega, para alterar estas coordenações todas.
Requisição civil... mais um argumento ditaturial, na ditadura que se vive.
Gostava que tivesse um exame marcado, importante, que poderia definir o seu futuro e lhe trocassem a data! A ver se achava os seus interesses defendidos.
ResponderEliminarE já agora jovem, essa palhaçada de argumento de ui ai a greve é um direito, e os trabalhadores tem de lutar pelos seus direitos, e ai que está na constituição... já mete nojo!
E esta: «Numa entrevista ao jornal Wall Street, o presidente do BCE, Mario Draghi, declarou ufanamente que o estado social europeu, um dos maiores contributos da Europa moderna para a civilização actual, está "obsoleto" e tem de ser descartado. Eis uma das previsíveis consequências dos cruéis e selvagens programas de austeridade impostos às populações mais vulneráveis da Europa, juntamente com o também previsível agravamento da crise causado sobretudo pelas instituições financeiras, corruptas e predatórias.
ResponderEliminarChegou o tempo de as vítimas se erguerem e unirem em protesto, abrindo caminho para o futuro mais justo que está, seguramente, ao seu alcance.»
Noam Chomsky (mensagem de apoio à manifestação internacional de 1 de Junho)
Os bloggers assessores do desgoverno estão incansáveis a espalhar comentários... já metem n***
ResponderEliminar"A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues considerou "muito difícil" a questão da greve dos professores, lembrando que está em causa o "interesse público" e o "equilíbrio" entre os direitos de professores e alunos.
ResponderEliminarÀ margem da conferência "A emergência do director da escola para o sucesso educativo", integrada no seminário "O Director de Escola como Persecutor do Sucesso Educativo", uma iniciativa da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), a ex-ministra da Educação, do Governo PS de José Sócrates, comentou a greve de professores que está a decorrer a nível nacional."
Nojo mete a tua tia, pá!
ResponderEliminar"A versão do diploma sobre a revisão da mobilidade especial, que foi aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros, passou a excluir expressamente do seu âmbito de aplicação os militares das Forças Armadas e da GNR.
ResponderEliminarAs versões que foram negociadas com os sindicatos estabeleciam que a nova lei seria aplicável "a todos os trabalhadores que exercem funções públicas, independentemente da modalidade de constituição da relação jurídica de emprego público ao abrigo da qual exercem as respectivas funções, incluindo os trabalhadores cujo regime aplicável conste de lei especial".
Agora, o Governo acrescenta um ponto que determina que se excepcionam "as situações abrangidas pelo nº3 do artigo 2º da lei 12-A/2008", ou seja, "os militares das forças armadas e da guarda nacional republicana", cujos regimes constam de lei especial.
"A decisão do Governo foi tomada tendo em conta a especificidade da condição militar e o regime estatutário aplicável aos militares das forças armadas", afirmou esta sexta-feira ao Negócios fonte oficial do ministério da Defesa.
"Por outro lado o Ministério da Defesa Nacional tem já em curso um reforma que prevê o redimensionamento das Forças Armadas para um efetivo global entre 30.000 e 32.000 militares" até 2020, explica a mesma fonte.
Para 2013 está prevista uma redução de cerca de dois mil efectivos, que será sobretudo conseguida através da passagem à reforma e de uma gestão mais conservadora de entradas, acrescenta.
Em Abril, o ministério da Defesa explicava ao Negócios que a mobilidade especial era apenas aplicada ao pessoal civil.
O Governo tem dito, no entanto, que o objectivo desta reforma era estender a mobilidade especial a todos os funcionários públicos.
As primeiras versões já previam uma distinção entre os funcionários nomeados (que nunca perdiam o vínculo) e os restantes funcionários públicos (que podem ser despedidos ao fim de um ano no sistema de requalificação), mas o âmbito de aplicação abrangia todos os funcionários, não discriminando qualquer grupo profissional.
O novo diploma também abre a porta a "adaptações" no caso dos professores universitários, o que contraria a informação que na terça-feira tinha sido prestada pelos sindicatos, no final de uma reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino.
"Na aplicação da presente lei às instituições de ensino superior públicas são salvaguardadas, quando necessário, as adequadas especificidades em relação ao respectivo corpo docente e investigador, nos termos dos respectivos estatutos", lê-se agora na proposta."
A desorientação instalou-se nas hostes governativas. São malcriados. Em Frente Professores do Meu País.
ResponderEliminarSou professor há quase 20 anos e ganho 1300 euros por mês. Não me queixo, há quem ganhe muito menos. A minha mulher, também professora, está desempregada. O seu subsídio de desemprego, que está quase a acabar, é de 380 euros. Pago casa ao Banco e tenho duas filhas pequeninas.
ResponderEliminarTenho mais de 40 anos. Se neste momento for despedido pelo Ministério da Educação e ficar sem emprego, não sei como vou sobreviver. Eu e as minhas filhas. Com esta idade, quem é que me dá trabalho?
É por isso que vou fazer greve no dia 17 de Junho e nos outros dias. Porque estou a lutar pelo meu emprego, pela minha sobrevivência.
No fundo, resume-se a isto. Podia apresentar mil argumentos, mas o principal é este. E não venham falar dos alunos e de como vão ser prejudicados. Adoro os meus alunos. São muitíssimo importantes para mim, mas as minhas filhas são mais importantes do que eles. E são as minhas filhas e o seu futuro que estão em causa neste momento.
Se me dissessem que eu não fazia falta, ainda podia repensar a minha posição. Mas se o número de alunos no sistema acaba de aumentar muitíssimo, com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano, como é que podem dizer que eu não faço falta se até agora sempre fiz? Se há milhares de professores que foram para a reforma, sem que tenha entrado ninguém de novo, como é que é possível que eu não seja necessário ao sistema?
Aumentando as turmas para 30 alunos ou mais? Fazendo ainda mais fusões e mega-agrupamentos? Obrigando os alunos a deslocações cada vez maiores? Negando o pequeno-almoço nas escolas aos que mais precisam? É isso que querem para os vossos filhos?
E as promessas do primeiro-ministro de que os professores efectivos não irão para a mobilidade para mim valem zero. Eu não sou efectivo numa escola, sou Quadro de Zona Pedagógica e, vai-se a ver, afinal era só mesmo dos efectivos que o presidente do conselho estava a falar. A palavra de Pedro Passos Coelho, para mim, vale zero. Porque é um cidadão sem palavra, sem honra, sem espinha.
Sim, vou fazer greve. Peço desculpa por querer defender o meu emprego.
PSD/CDS nas novas sondagens quase desaparecem por isso não querem eleições... Enganaram os portugueses nas eleições e agora ninguém confia nestes governantes...não reduziram os deputados, nem presidentes de câmara, vereadores, gestores públicos., e agora atacam a classe dos trabalhadores......com mobilização....impostos, desemprego, ...
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