O que a edição do Expresso evidencia é que a defesa da escola pública continua a ter raros apoios no arco governativo e nos seus satélites e que as causas dos professores, a tal classe profissional com mais formação no país, parecem assustar os verdadeiros corporativos (grupo minoritário que impede que outros acedam à profissão e que vai alargando a sua rede de privilégios) na definição original de Adam Smith.
E depois há uns cronistas com anos a fio de discurso anti-professor. Deve haver por ali um qualquer trauma; só pode ser. Até escolhi apenas o que mais lhe pode interessar, já que o resto da crónica é assim um bocado risível.
Usando uma versão suavizada do registo lexical de MST, é uma palhaçada indigna de crédito esta argumentação, em que o pseudo cronista compara situações que põem em risco a vida humana (as do médico, do bombeiro e do controlador aéreo), com a não realização de um exame escolar numa determinada data, por parte de alunos, podendo ser feito poucos dias depois.
ResponderEliminarO que é inadmissível de facto é MST ser sempre tão parco em argumentos, arrogando-se o direito de emitir opiniões sobre o que não domina, caso contrário mostrava algum pensamento sobre a Educação em Portugal, coisa que nunca fez/faz.
Já no tempo de MLR e da sua maquiavélica ADD, MST, que nada conhecia sobre o modelo prescrito, ousava opinar jocosamente sobre a sua rejeição por parte dos professores.
Também devia haver limites para a arrogância, sim senhor!
O cronista poderia ter levado a comparação entre a escola da sua infância e a de agora um pouco mais longe. Naquela, lia-se autêntica literatura (estou a lembrar-me, por exemplo, de pérolas de Sophia de Mello Breyner Andersen - "A Floresta", "O cavaleiro da Dinamarca", etc.), nesta chegam a impingir-se textos pseudo-literários de um jornalista (Advogado? Aventureiro? Escritor de literatura de supermercado? Menino bonito?) que envergonham.
ResponderEliminar