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sábado, 9 de setembro de 2023

As primeiras páginas que se previam há mais de uma década

Durante quase vinte anos as primeiras páginas devassaram a profissionalidade dos professores. Como sempre se foi avisando, era óbvio que se chegaria a primeiras páginas como esta.


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domingo, 18 de julho de 2021

"Sede de Poder"

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Na imagem estão os destaques das primeiras páginas do Expresso; revista e caderno principal.
Na revista, os governos de José Sócrates são acusados de querer controlar tudo. Destaca-se a tentativa de domínio de empresas, bancos, comunicação social e Ministério Público. Há até uma frase imputada ao ex-primeiro-ministro. Qualquer coisa como "é preciso quebrar a coluna vertebral ao Ministério Público". Mas nem uma linha sobre os efeitos na Educação, já que quebrar o fantasma dos professores, esquisitíssimos e perigosíssimos, era uma dever da nação com os resultados que se vêem.


A propósito, é muito exagerado imputar a um só Governo a triste realidade: escassez de empresários prestigiados, evaporação de banqueiros impolutos, redução de órgãos de comunicação social de referência e dificuldade em elevar a credibilidade do Ministério Público. Já os resultados das políticas de educação (carreiras e avaliação dos profissionais e gestão das escolas), que ameaçam, desde logo, com um inédita falta estrutural de professores, são inamovíveis; e os governos que se sucederam só as agravaram ou não tocaram no essencial.


E será com perplexidade que os professores olham para o outro destaque. Dá ideia que se está a preparar mais uma descida. Só pode. O tema em destaque tem todas as condições para ser um não-assunto. Recorde-se que a única vez que o actual primeiro-ministro ameaçou demitir-se foi por causa da recuperação do tempo de serviço dos professores. Percebeu-se que foi uma ameaça excessiva e que a recuperação não comprometeria as contas do Estado.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Humanos Duplicados

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Acabei de ler o "A Anomalia", de Hervé Le Tellier (Prémio Goncourt 2020) e peguei na última edição impressa do Expresso. Dei com o seguinte destaque na primeira página: "sete em cada dez concursos para dirigentes do Estado são ‘viciados’". Dizem os especialistas que na educação a percentagem é ainda maior. Também questionam o que se passa nas escolas e nos Conselhos Gerais. Dizem que a "impunidade", nalguns casos com a conivência do fiscalizador, "ultrapassa leis e regulamentos, numa verdadeira roda livre ". E estabeleci uma relação entre as leituras e os estranhos fenómenos.


Voltando ao desconcertante "A Anomalia". Em Junho de 2021, um acontecimento estranhíssimo mudou a vida de centenas de pessoas de um voo Paris-Nova Iorque. O avião que aterrou em 21 de Junho de 2021 era o mesmo que aterrou em 21 de Março de 2021. Para além do avião, dos meta-dados e de um fenómeno atmosférico imprevisto e inédito antes da aterragem, também coincidiam todas as pessoas que vinham no avião. De repente, 200 e tal humanos duplicados. A investigação das mais altas instâncias denominou-os, para os diferenciar e sistematizar o processo, MariaMarço e MariaJunho ou ManuelMarço e ManuelJunho; e por aí fora. Claro que ambos conheciam toda a vida do duplicado, com uma excepção: a PessoaJunho desconhecia o que se passou entre 21 de Março e 21 Junho com a PessoaMarço. E foi essa a relação que estabeleci entre os humanos duplicados e os concursos públicos. Pelo que se observa, as ilegalidades ou viciações parecem cometidas por duplicados que "desconhecem" o que se passou no período dos concursos. São todos MariaJunho e ManuelJunho.


É muito interessante o "A Anomalia". Retrata diversas pessoas duplicadas no tal fenómeno e permite surpreendentes observações e conclusões. Sem revelações que "prejudiquem" potenciais leitores, é impressionante o desfecho da personagem inicial: o psicopata Blake. Só uma nota: não tenho qualquer relação com a Editorial Presença que edita o livro por cá, nem aparecerá um qualquer duplicado a contrariar o que declarei.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

sábado, 19 de setembro de 2020

sábado, 8 de fevereiro de 2020

A Falta de Professores É Estrutural

A imagem é duma notícia do Expresso que comentarei em detalhe no próximo post. Mas a falta de professores é já estrutural. O que existe é brutal, mas tem um pico que é conjuntural.


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sábado, 16 de novembro de 2019

Seria um Debate Interessante

 


Ouvir os intervenientes a propósito desta caixa da 1ª página do Expresso (mas, e pelo que se viu no parlamento e na consequento mediatização, as reprovações escolares são o tema da nação).


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domingo, 29 de setembro de 2019

Como Salienta o Cronista

 


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"A relação entre Trump e Tancos é evidentemente absurda, e no entanto, há coincidências que fazem pensar. Será que vivemos num mundo onde os códigos de conduta políticos ou éticos correm o risco de ser reduzidos a comportamentos absolutamente irresponsáveis, inverosímeis e grotescos? Como se explica tal deriva e que consequências devemos temer? Não será preocupante que essas coincidências sejam o reflexo de acontecimentos passados que tendem a repetir-se e a amplificar-se?(...)". Este início da habitual crónica semanal de Vicente Jorge Silva, hoje ("Trump em Tancos") na impressa do Público, retrata a preocupação dos que olham com perplexidade para o desfile de irresponsabilidades. Aliás, a 1ª página do Expresso, um dos jornais dito de referência que sobra, destaca: "Tancos - PS aponta para conspiração do MP" e acrescenta que "Marcelo não atendeu telefone a Costa e ponderou pedir ao CE para depor no processo". É óbvio que este ambiente só interessará aos inimigos da democracia que espreitam nas esquinas mais inesperadas. Vai valendo que não será, realmente, "tudo a mesma coisa", mas temendo-se pelo prazo de validade; como salienta o cronista (reforçado em “Nenhum país está imune ao populismo").


Nota: é óbvio que a ascensão destes comportamentos é um resultado da queda do espaço dos "governos responsáveis" que eclodiu em 2008 e que está longe de terminar (em Portugal também).

terça-feira, 3 de setembro de 2019

O Género de Ruído Que Oculta o Vazio Escolar

 


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Ao que parece, a notícia da imagem, que fez primeira página no Expresso de 23 de Agosto e que, desse modo, teve quase tanto impacto mediático, entre nós, como a intenção de Trump em adquirir a Gronelândia, foi o momento alto da silly season escolar. Quem não conhecer a discussão, e imagino os turistas curiosos com a cultura local, olhará para a notícia e concluirá que os professores portugueses são uns intolerantes que não permitem a ida dos alunos às casas de banho ou que os portugueses não são bons da cabeça. Quem conhecer a história do assunto, discordará do ruído e do sensacionalismo decretado para um tema que exige sensatez, informação, respeito pelos direitos civis e reserva nas decisões. Como quase sempre, os alunos complicarão muito menos o respeito pelos direitos civis, nesta e noutras questões por resolver, do que os adultos; incluindo os legisladores, que preferem este género de ruído que oculta o vazio escolar registado na generalidade dos programas eleitorais.

domingo, 25 de agosto de 2019

Ruído Escolar

 


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Ao que parece, a notícia da imagem, que fez primeira página no Expresso de 23 de Agosto e que, desse modo, teve quase tanto impacto mediático, entre nós, como a aquisição da Gronelândia pelo Trump, foi o momento alto da silly season escolar. Quem não conhecer a discussão, e imagino os turistas curiosos com a cultura local, olhará para a notícia e concluirá que os professores portugueses são uns intolerantes que não permitem a ida dos alunos às casas de banho ou que os portugueses não são bons da cabeça. Quem conhecer a história do assunto, discordará do ruído e do sensacionalismo decretado para um tema que exige sensatez, informação, respeito pelos direitos civis e reserva nas decisões. Como quase sempre, os alunos complicarão muito menos o respeito pelos direitos civis, nesta e noutras questões por resolver, do que os adultos; incluindo os legisladores.


 


 

sábado, 6 de julho de 2019

O Banksy Tem Razão

 


 


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Agora, olhe para a principal notícia da primeira página do Expresso de hoje: 94% da corrupção arquivada por falta de meios.


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domingo, 12 de maio de 2019

Substância

 


 


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No vórtice em que vivemos, ampliado pela ubiquidade das notícias falsas que se estabeleceram nos órgãos de comunicação social e nas redes sociais, prevalece o efémero que se esgota em minutos, horas ou dias. Não há espaço mediático para a substância das coisas. As vitórias e as derrotas políticas têm a mesma vigência. Os professores viveram os dois estados numa luta desigual. Acima de tudo, e como os professores são muitos, as forças que controlam o OE não olharam a meios mediáticos. Como alguém disse, "a atitude leviana contaminou a política, a academia, a educação, a memória, a biografia". 


O antigo arco governativo (PS, PSD, e CDS), sobrepôs-se, em nome da responsabilidade, à geringonça. Era previsível. Os professores sabem, há muito, que estão irremediavelmente sós. Não estou a ser injusto para algumas forças políticas. Refiro-me às mudanças que contam. Quando os partidos passam à capacidade de decisão, alteram os compromissos em nome da "responsabilidade" ou do "amadurecimento". Aliás, há inúmeras questões não financeiras que institucionalizaram a desconfiança nos professores e que servem de exemplo. Se a actual solução governativa começou com outro algoritmo - a recuperação de rendimentos e direitos era, a par das exportações, a fórmula do crescimento económico e das boas contas -, nesta fase prevalece a redução do défice. 


Apesar de tudo, a verdade dos factos faz o seu caminho: se 100 mil professores avançassem amanhã um escalão (e há milhares impossibilitados por outros aspectos da lei), o total líquido atingiria 140 milhões de euros; tornou-se público que o índice remuneratório máximo a que um professor aspira é o 57º dos 115 da administração pública; percebeu-se que toda a administração pública recuperou 7 anos: faltam os 4 corpos especiais, onde se integram os professores que foram os únicos congelados nos governos de Sócrates (daí os 9 anos e não 7); concluiu-se que é justa a recuperação do tempo dos professores. O PM, que disse, em 2015, que "os professores foram vítimas de uma guerra injusta, que prometo que não se repetirá, decretada num conselho de ministros de que fiz parte em 2006", "recusa-se a mexer em dossiês de professores" que já nos remetiam para os extremos desses pesadelos neoliberais. Veremos. Os professores voltam a um registo conhecido: esperar por outro momento, para que a força da razão, e da substância, faça o seu caminho. 


Imagem: 1ª página do Expresso de 11 de Maio de 2019.


 

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Dos Chumbos!

 


 


Há chumbos de estudos e encomendas que não ajudam nada na recuperação do prestígio das instituições. Reforça-se a ideia: há gabinetes favorecidos pelo orçamento de estado.


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