A situação no sistema escolar agrava-se. A greve ao exame do dia 17 é mais mediatizada, mas as greves às avaliações criam o caos numa série de variáveis organizacionais e têm tido uma adesão a rondar os 100%.
A situação no sistema escolar agrava-se. A greve ao exame do dia 17 é mais mediatizada, mas as greves às avaliações criam o caos numa série de variáveis organizacionais e têm tido uma adesão a rondar os 100%.
Ai os bastidores...
ResponderEliminarEsperemos para ver.
ResponderEliminarNão desistimos!
ResponderEliminarNão posso deixar de pensar naquilo que Pacheco Pereira faz lembrar aqui sobre as greves. Sobretudo quando vejo Nuno Crato, Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva a pronunciar-se sobre esta greve dos professores: a dificuldade com que lhes sai a expressão - variável parasita no discurso e no programa desta gente - "obviamente, reconhecemos o direito à greve. Mas...". Como lhes dava jeito que ele já não existisse. É naquele "mas" que está todo o programa, incluindo o sonho da anulação do direito à greve.
ResponderEliminarÉ também por isso que faço greve: para que os meus alunos tenham uma Escola Pública que continue a ser a base da democracia e que lhes proporcione a formação necessária ao exercício e à defesa de direitos que nos custaram demasiado a conquistar. Eles saberão que o valor daquilo que este governo está a por em causa - para eles próprios - é infinitamente superior ao transtorno de ter de realizar um exame noutro dia. Espero que todos os professores estejam também à altura de o saber. E de o fazer... prevalecer.
Porque, como diz Pacheco Pereira:
"O direito à greve...Resultou (...) de uma luta social, pejada de mortos, feridos, exílios, despedimentos, expulsões de casas, prisões. Existe na lei portuguesa desde o 25 de Abril de 1974, está regulamentado e constitucionalmente protegido. Mas parece que, apesar de ser um direito, exerce-lo para além do "simbolismo", é um crime. (...)
É o modo como nas sociedades democráticas se defrontam os conflitos sociais e políticos, com custos sociais, mas, se não for assim, é pior. É pior a começar para a democracia, coisa a que cada vez se liga menos."
JPP
Se já são tantos os anos, porque é que o faríamos agora.
ResponderEliminarObrigado.
ResponderEliminarEstamos Solidárias com os Professores Portugueses.
ResponderEliminarObrigado Apre.
ResponderEliminarO QUE ESTÁ EM CAUSA NA GREVE DOS PROFESSORES
ResponderEliminarO que está em causa para o governo na greve dos professores é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos sem direitos nem justificações, a aplicar ao sector. É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias.
Há mesmo em curso uma tentação de cópia do thatcherismo, à portuguesa.
JPP in ABRUPTO
Colegas,
ResponderEliminarEm inúmeras escolas as greves às reuniões de avaliação têm sido um êxito devido à iniciativa e mobilização da classe e de diversos colegas que se dispuseram autonomamente a organizá-la. Desta forma construiu-se também a unidade entre todos os professores, sindicalizados ou não, efetivos ou precários. É decisivo para a classe docente prosseguir este caminho!
Daquela forma deram-se assim os primeiros passos para travar os famigerados planos deste governo ao serviço da troika e dos banqueiros de despedimento e aumento do horário de trabalho e da "mobilidade". No ano passado, milhares de professores com 5, 10 ou mais anos de serviço já foram despedidos. Há anos que se mantêm o congelamento das carreiras e o roubo salarial.
Ao contrário da demagogia de Passos Coelho, Crato e Cavaco Silva, o que estes realmente temem é a lição e exemplo que pode constituir a greve dos professores do dia 17 para todos aqueles milhões de portugueses (pais e alunos...) que são vítimas do empobrecimento que a troika nos está a impor e que nos está a levar à situação da Grécia!
É possível a derrota do governo da precariedade, desemprego e empobrecimento!
Discutir e organizar a luta na base e escolas, alargar a nível concelhio e região aquela auto-organização, lutar para que as assembleias de base decidam sobre o futuro da luta... é este o caminho!
No dia 17, à mesma hora do exame, pelas 8,15h, façamos em cada escola reuniões amplas de debate e mobilização pelo prosseguimento da luta!
Na manifestação de sábado, dia 15, no M. Pombal pelas 14,30 vamos demonstrar a unidade da classe!
Participa com o Movimento 3Rs! 14,30h junto ao DN, na Av. da Liberdade!
Obrigado.
ResponderEliminarObrigado.
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