domingo, 20 de outubro de 2013

se isto não resulta em demissão

 


 


 


 


 


Li, ontem, que os actuais governantes forçaram, numa espécie de assalto ao poder, a entrada da troika.


 


Passos Coelho até foi célere a afirmar-se "para além da troika". Era um programa que refundaria Portugal numa versão de "destruição criadora".


 


É evidente que é grave se este argumentário é usado por Pacheco Pereira, mas é ainda mais grave quando Lobo Xavier o subscreve. O segundo parece que terminou uma reforma do IRC a pedido do Governo.


 


Isto deve ser considerado traição ao país, agravado pelo facto de ter tido a discordância da Comissão Europeia e de Merkel.


 


Há quem desenhe o fim da linha deste Governo para Maio de 2014. A data será coincidente com o fim da presença da troika e com o tal regresso aos mercados. Convenhamos que o espectáculo da crise governativa de Junho (a fuga com carta de Gaspar e a estória do irrevogável) já foi mais do que suficiente para se antecipar o fim da linha.


 


O que ouvi na última quadratura do círculo é contado pela TSF.


 


 




 

4 comentários:

  1. Daqui a pouco até estamos a ter pena do coitadinho do Sócrates que, na recente entrevista em português vernáculo, top de brejeirice, ao jornal Expresso, disse que a direita apenas queria o poder quando inviabilizou o seu PEC IV, forçando o pedido de ajuda externa, com o objetivo de ganhar eleições legislativas antecipadas.
    Esta deve ter sido a única parte indiscutível das suas palavras, se nos alhearmos do fracasso que se ia registando de PEC em PEC, só comparável ao fracasso que agora se vai registando de OE em OE!

    Entretanto, estes arautos da desgraça, assim como Marques Mendes, Manuela Ferreira Leite e outros que tais, parece que nunca estiveram no poder ou ligados a ele, nunca tiveram responsabilidades no (des)governo de há décadas para cá e estão agora a desfazer no feiticeiro, porque o espectáculo está a dar as últimas.
    Não gosto destas atitudes, mesmo tendo estas afirmações como inquestionáveis.
    E é preciso não esquecer que a reforma do IRC foi apresentada por uma comissão liderada por António Lobo Xavier que, com certeza, acautelou o seu futuro e estará a aplaudir a redução da respectiva taxa de 25% para 23%, o que custará uns belos milhões de euros ao Estado, o mesmo que se prepara para cortar faustos salários de 600 euros (ilíquidos), soberbas pensões de viuvez, etc.
    Estou para ver o emprego que estes empresários vão criar com esta redução de IRC decretada pelo OE 2014 e o que vão contribuir para relançar a economia! Talvez a economia de países europeus como a Suiça, por exemplo. Isso sim!
    Hipócritas.

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  2. Resta-me a memória.
    Ainda não ma cortaram embora, com a idade, vá diminuindo.
    Para já ainda vai chegando para reconhecer se o que esta gente diz tem alguma legitimidade, coerência ou, até, honestidade...

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  3. O Portas como governante é um bom espelho da nossa desgraça Ana.

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  4. É bom impedirmos que se elimine a memória, Carlos.

    Concordo.

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