terça-feira, 26 de novembro de 2013

gémeos e afinidades

 


 


 


 


 


Não adianta lançar o argumento da razão antes do tempo, mas não custa avivar as memórias: quem esperava rupturas em domínios essenciais da educação - "no fundamental, domina a preservação do socratismo, a começar pela farsa da hiperburocracia acrescentada do aumento de alunos por turma e dos achamentos curriculares" -, estava justamente indignado com o que se passava e via esperança no bater de asas das primeiras gaivotas.


 


Seria surpreendente se a actual maioria percebesse a transcendência vital - até por questões financeiras que passam pelas reformas antecipadas que pagaremos fortemente daqui a uma década ou nem isso - da escola pública, como também me surpreenderia se o "novo" PS rompesse de vez com a trágica herança. 


 


Qual dos irmãos gémeos chegará primeiro à razão? Isso não sei. Talvez nunca lá cheguem e até admito esse realismo.


 


Prevejo que a sobrevivência da democracia passará pela coragem em assumir o inevitável. Quanto mais difíceis são os tempos, mais se impõem os atributos da mobilização e da cooperação; e a quentíssima primavera de 2014 está já aí.


 




(Já usei parte deste texto noutro post)

5 comentários:

  1. Claríssimo, claríssimo, claríssimo, admiro a sua invencível esperança.

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  2. "O problema não está em não haver alternativas. O problema está em que o poder financeiro não quer as alternativas que há e continua à procura das que não há. Isto, a propósito das dificuldades que a Sra. Merkel está a ter em formar governo."

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  3. O pessoal do avental é quem manda...

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