"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui trabalhar como investigadora com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que uma investigadora da área de medicina descreveu a sua mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o melhor centro de investigação no mundo, situado na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta, princípios dos anos setenta).
Este retrato é fiel e significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Quarenta anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença, por vezes devastadora, dos que sabem tudo. É evidente que evoluíram e até revelam uma ignorância: a atmosfera descrita pela investigadora.
Excelente post, Paulo Prudêncio!
ResponderEliminar«Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas».
ResponderEliminar"deixem-me trabalhar!"
ResponderEliminarObrigado Rui.
ResponderEliminarÉ C.Silva e Saudosista.
Muito bom!
ResponderEliminarObrigado Rute.
ResponderEliminar"Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes" ...
ResponderEliminarExacto.
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