Parece que o "MEC propõe um prémio para as câmaras que trabalhem com menos docentes" que andará à volta dos 12.500 euros anuais por cabeça. É uma lógica transversal denominada por "prémio Audi", só que desta vez de gama baixa. Ou seja, os governos portugueses andam há mais de uma década a delapidar a imagem pública dos professores e agora conseguem um género de machadada final.
É evidente que podemos ficar o dia todo a discutir as competências que passam do MEC para os municípios e as que são retiradas à famigerada autonomia escolar e entregues ao poder local. Quando se repartem responsabilidades, deve sublinhar-se que estamos em Portugal e que o país é o que é.
O mais risível, e trágico, nisto tudo é o desnorte total deste desgoverno que dá razão aos que desesperam por eleições. Depois de andar à pressa a assinar, e a publicitar com toda a pompa, umas papeladas que se denominaram por contratos de autonomia com as escolas e os agrupamentos, muda de agulha e avança para uma municipalização que só pode ter resultado de alguma epifania que invadiu a cabeça de um qualquer Maduro inebriado com a estranja. Valha-nos não sei o quê, como se escreve neste editorial.
'dá razão aos que desesperam por eleições'... infelizmente esse desespero não me parece muito válido! Tudo ficará igual, pior... já terá sido esquecido o período igualmente maligno de Maria de Lurdes?
ResponderEliminarSó escrevi "dá razão aos que desesperam por eleições" do mesmo modo que o escrevi no tempo de Lurdes Rodrigues e que voltarei a escrever.
ResponderEliminarNão é por um Governo mau suceder a outro Governo mau que não deve ser penalizado em eleições.
Só tenho pena que muitos dos que desesperam por eleições quando chega a hora da verdade voltam a votar em que os tratou mal, só porque estão contentes com as migalhas do momento, que os nossos governantes sabem dar. Somos um povo muito comodista e muito pouco corajoso. Pensamos, pelo menos estes já roubaram o que tinham a roubar, ou estes já conheço, e assim vamos permitindo a alternância do trono.
ResponderEliminarOs portugueses são uns águas mornas. Aguentaram o salazar, aguentam o jardim, acham que eleições não vale a pena porque o d. sebastião há de chegar...
ResponderEliminarEsta é das propostas mais repugnantes que já ouvi. Como é possível edificar uma sociedade e uma educação desta maneira? Este governo está infectado de ideologias putridas e no sentido inverso não só do bom senso mais elementar, como também da responsabilidade pública. Mas afinal quem pariu semelhante aborto que se tornou este MEC?
ResponderEliminarConcordo com as duas.
ResponderEliminarConcordo.
ResponderEliminarPorque não as câmaras trabalharem sem professores.
ResponderEliminarO presidente da câmara pode dar aulas às criancinhas de como roubar sem ninguém perceber nada, o vice pode indicar como fazer uma offshore para esconder o dinheirinho, a secretária pode dar aulas de educação sexual ou de danças no varão, A administrativa como jogar solitário no computador, a senhora da limpeza ensinar a varrer para debaixo do tapete, assim as criancinhas no fim têm um doutoramento, podem concorrer aos cargos governamentais os que não tiverem cunha podem sempre ir fazer ERASMUS.
Enfim.
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