Em 2005, os cerca de 195.000 professores (cerca de 160.000 nas escolas públicas e de 35.000 nas cooperativas e nos privados) dos ensinos básico e secundário eram considerados os primeiros "responsáveis" pela dívida pública que estava em 90,7 mil milhões de euros (cerca de 60% do PIB).
Nem dez anos depois, esses professores são cerca de 130.000 (cerca de 100.000 nas escolas públicas e de 30.000 nas cooperativas financiadas pelo Estado e nos privados pagos pelos "clientes").
Sabe-se que a dívida pública voltou a subir e que andará perto dos 135% do PIB. Mais do dobro (em milhares de milhões de euros) em relação a 2005, enquanto os professores foram "dizimados".
Desfeita a agenda "tudo está mal nas escolas públicas", aguarda-se a prestação de contas de quem arruinou o país.
Estou espantado. Aos 64 anos, depois de ter começado a trabalhar aos 12 com um salário de 5 escudos dia e de me manter na economia, como trabalhador p. conta de outrem até aos 24 anos, depois de ter feito a guerra colonial, ter fundado algumas (3) empresas e de ter fundado e ajudado a fundar instituições para a economia, para a cidadania e solidariedade, o que mais me custa é esta falta de sentido de rigor, da etica e dos valores. Julgava que este esforço, entrega e dedicação à sociedade, tinha valido a pena. Ainda tenho esperança que sim. Doi contudo perceber que quem trabalhou e continua ainda a trabalhar, na economia , na cidadania e até na academia tenha de estar sujeito a esta barafunda toda. Tem razão. O pior cego é...
ResponderEliminarObrigado.
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