Bem sei que é exigente, mas é uma experiência interessante: quando opinamos sobre a detenção de um político da área adversária, devemos pensar que se trata de alguém da nossa; quando questionamos a acção de um juiz dirigida a um político, devemos considerar que o suspeito é alguém da corrente adversária.
Sei lá. É um bocado como naquelas discussões sobre a idoneidade dos dirigentes desportivos com provas dadas em ilegalidades, mas que sobrevivem por se tratar da justiça desportiva. Por exemplo: um portista pensa que Pinto da Costa é do Sporting e constrói o "veredicto". Resumamos a ideia: das disputas e da alteridade.
Isso seria pedir para fazer um exercício de autorreflexão e introspeção que, em abono da verdade, não é uma característica comum nos portugueses. Especialmente em temas tão sensíveis como a política, justiça e futebol.
ResponderEliminarAliás, quando foi a última vez que vimos um político a retractar-se sobre alguma tomada de decisão, comprovadamente, errada?
Falta uma cultura de observação do erro como forma de evolução. E será aí que a Escola terá, forçosamente, uma palavra a dizer. Na forma marcadamente negativa como aponta, maximiza e convive com o erro, a Escola está a promover o medo de errar e não ensina a lidar com o mesmo.
Temos de nos convencer que a Educação pode mais do que produzir rankings.
É uma ideia interessante, a de nos colocarmos na posição do outro... mas no que toca à política ou futebol as coisas não funcionam bem assim, infelizmente!
ResponderEliminarÉ o que é dito no post.
ResponderEliminar