quinta-feira, 20 de novembro de 2014

dos lirismos

 


 


 



Estado de excepção é um conceito utilizado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben e inicialmente definido por Carl Schmitt.

Preocupado com as derivações das nossas democracias, que legitimam ideias e práticas típicas das ditaduras, Giorgio Agamben recusou participar numa conferência nos USA para não ter que se sujeitar a passar pelo crivo securitário dos aeroportos. "Está em causa a minha liberdade" - afirmou.


Forte crítico do que se passou em Guantânamo, Giorgio Agamben alerta-nos para um conjunto de fenómenos que podem corroer os alicerces das democracias ocidentais. 


 


(1ª edição em 28 de Maio de 2008)



 


Lembrei-me deste post a propósito dos que remetem os que defendem direitos cívicos, que também passam pelas questões económicas, para o lugar dos líricos despesistas.


É bom recordar que foi sempre assim: de perda em perda até à ausência objectiva e subjectiva de direitos e com as justificações monetaristas e do equilíbrio das contas.


 


 


 

2 comentários:

  1. Tema muito complexo… o estado de excepção é tão antigo como a tradição política ocidental. Mesmo a Roma republicana tinha mecanismos para o instaurar, foi só quando a estrutura sociopolítica deu de si é que se transformou noutra coisa.

    O que tivemos no presente europeu não tem qualquer relação com um estado de emergência… é algo muito mais difuso que vai sendo aceite aos bocadinhos pelas pessoas. A única coisas estranha é ao fim de mais de duas décadas disto alguém ainda ter a mais leve fé que as coisas, por equilíbrio automático da mão da providência, irão voltar ao “normal”.

    ResponderEliminar
  2. Complexo, concordo. E também começo a sentir uma "impossibilidade" para se voltar ao "normal".

    ResponderEliminar