quarta-feira, 5 de novembro de 2014

merkel deve estar ainda mais baralhada

 


 


 


Merkel afirmou que Portugal tem licenciados a mais e acredita-se que o tenha intuído nos inúmeros contactos com o Governo. Passos Coelho repetiu à exaustão o excesso e Nuno Crato parecia concordar com a ideia dos enchidos a mais.


 


Nuno Crato aparece hoje a "afirmar que Portugal não tem licenciados a mais" e já há quem considere a atitude corajosa. Aliás, os elogios vêm do sítio que encontra uma outra medida positiva no consulado de Crato: a "exclusão" da equivalência de Relvas.


 


Crato estava em Valpaços numas jornadas do PSD e só pode estar em rota de colisão com o partido. Os partidos apreciam as "relvices" e não devem admirar as "coisas boas" de Crato. Para os partidos, com excepções em todos, claro, é simples e empreendedor: se há um lugar de assessor para maiores de 35 anos, indicam uma pessoa com 28 e argumentam que é precoce. Se a função exige uma licenciatura em direito, apresentam um quase licenciado em turismo argumentando que a frequentou num estado de direito. Em regra, o assessor filiado apenas apresenta o cartão partidário e uma carta de recomendação do chefe respectivo. Nuno Crato deve estar bem escaldado com essa malta.


 


Claro que nada disto atenua o radicalismo ideológico nem os preconceitos que levaram ao experimentalismo que terraplenou o sistema escolar.


 


 


 

2 comentários:

  1. Estatisticamente, Portugal não terá licenciados a mais (e, de resto, antes licenciados a mais que a menos!); mas a sua economia, sim: tem licenciados de sobra. Inegável! Basta vê-los a atravessar a fronteira todos os dias. Mas, claro, por mais verdadeiro que isso seja, nunca toleraremos que seja uma alemã a dizê-lo...

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  2. Dito assim Lúcio, é bem diferente. E também conhecemos as causas que teimamos em ignorar.

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