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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Da origem

 


 


 


Pensei noutra pessoa, mas afinal foi Greta Garbo a autora da célebre frase: "É bom que falem de nós, nem que seja para dizer bem".


 


greta garbo desenho


 


 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Do voyeurismo e do facebook

 


 


 


"Nessa altura, ela estava no facebook. Sei sempre quando entra ou sai. Nunca viste a coluna da direita no computador ou no tablet? Consegues saber quem está e há quanto tempo", dizia-se em tom excessivamente audível na mesa ao lado. A conversa a quatro foi por ali fora sempre à volta da vida alheia. Nem a atenuação de uma voz mais-vida-própria, que remetia a possibilidade das presenças contínuas para tablets ou smartphones ligados com app's abertas ou com browsers na mesma situação em computadores, descansava as outras três almas. O frenesi do voyeurismo era tão sôfrego, que os vigiados já devem ter saliências no topo da cabeça, vulgo antenas, para a acusação evernet. Que raio de vidas, realmente.


 


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quinta-feira, 10 de março de 2016

quem diria

 


 


 


 


Draghi afirma "que entregar dinheiro directamente às pessoas é um conceito muito interessante”. Quem diria. O processo dá que pensar, realmente: os bancos recebem juros para pedir emprestado. Espera-se que o dinheiro chegue mesmo à economia e que não sirva apenas a deficitária contabilidade bancária.


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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

tecnologias, simplificações e distracções comerciais?

 


 


 


Simplificação, acesso à informação, melhor gestão do tempo e por aí fora são ideias associadas ao desenvolvimento tecnológico. Apesar de tanto avanço, impressionam as dificuldades criadas no uso de aparelhos triviais. Ligar um televisor com uma "box", o que exige dois comandos, tornou-se uma aventura. O antigo On/off, seguido dos botões dos canais e do volume, foi substituído por um comando para o televisor destinado à busca do canal (que nem sempre é o mesmo) que "vê" a box, deixando o som num volume que permita uma boa audição quando se usar o segundo comando: o da box. Uma simples troca de comandos pode deixar o utilizador à deriva. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

duques e cenas tristes

 


 


 


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"Só saem duques e cenas tristes", dizia-me alguém a propósito da sucessão de personagens que têm saído em sorte. Já há muito que não ouvia esta expressão dos jogos de cartas, mas sorri e fiquei a pensar, realmente, no género duque que sempre se presta a cenas tristes.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

até vai tendo piada ver os ultraliberais irritados com os gregos

 


 


 


Os povos deste mundo são, há umas três décadas, metidos numa espécie de roleta com as incontestadas regras dos casinos bancários. Os ultraliberais não se cansam de advogar esse fim da história libertador da humanidade. Nesse sentido, não se percebe a irritação pelo facto do ministro das finanças grego, o tal de Varoufakis, ser um especialista em jogos de computador aplicados à política económica. Não sei, nem há quem saiba, como a coisa estará daqui a uns meses, mas regista-se a ousadia e a coragem (insinuar que Merkel e Schäuble se detestam é dominar o lance, como ontem fez Varoufakis). Podem perder, é certo que assim é, também não vão seguramente vencer em toda a linha, mas não era a mesma coisa e nada será como antes.


 


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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

merkel deve estar ainda mais baralhada

 


 


 


Merkel afirmou que Portugal tem licenciados a mais e acredita-se que o tenha intuído nos inúmeros contactos com o Governo. Passos Coelho repetiu à exaustão o excesso e Nuno Crato parecia concordar com a ideia dos enchidos a mais.


 


Nuno Crato aparece hoje a "afirmar que Portugal não tem licenciados a mais" e já há quem considere a atitude corajosa. Aliás, os elogios vêm do sítio que encontra uma outra medida positiva no consulado de Crato: a "exclusão" da equivalência de Relvas.


 


Crato estava em Valpaços numas jornadas do PSD e só pode estar em rota de colisão com o partido. Os partidos apreciam as "relvices" e não devem admirar as "coisas boas" de Crato. Para os partidos, com excepções em todos, claro, é simples e empreendedor: se há um lugar de assessor para maiores de 35 anos, indicam uma pessoa com 28 e argumentam que é precoce. Se a função exige uma licenciatura em direito, apresentam um quase licenciado em turismo argumentando que a frequentou num estado de direito. Em regra, o assessor filiado apenas apresenta o cartão partidário e uma carta de recomendação do chefe respectivo. Nuno Crato deve estar bem escaldado com essa malta.


 


Claro que nada disto atenua o radicalismo ideológico nem os preconceitos que levaram ao experimentalismo que terraplenou o sistema escolar.


 


 


 

terça-feira, 11 de junho de 2013

willkommen mr. chance

 


 


 


 


Estava, na última sexta-feira, à conversa com a CJ e o LR quando a CJ introduziu um tema que desconhecíamos: Vitor Gaspar justificara a ausência de investimentos com a meteorologia. Ficámos incrédulos e o riso acentuou-se quando o LR se recordou de uma estória semelhante: "O Willkommen Mr. Chance (de 1979 e vai em alemão porque sim)" com Peter Sellers.


 


Já vai ver o vídeo, e ler um resumo do filme, e perceber como um jardineiro isolado do mundo real, compulsivo no zapping televisivo, lento e monocórdico no discurso e que falava literalmente de jardins, conseguia impressionar os poderosos deste mundo que "liam" os seus discursos como metáforas (o LR disse-me há pouco que são mais alegorias com uma ou outra metáfora, o que no caso Gaspariano é ainda mais perigoso) políticas.


 


E não é que a seta vermelha que encontrei no Público do dia seguinte fez a mesma associação? Asseguro que foi uma coincidência, mas é muito significativo.


 


 



 


 


 







 


"Imaginemos que um homem foi criado, desde que se lembra, na casa de um homem rico, em Washington, DC, onde aprendeu a cuidar dos jardins e a aguardar que as refeições lhe fossem servidas por uma empregada, Louise, sendo esta a sua rotina, dia após dia, ano após ano, até aos seus cinquenta anos. Sem autorização para sair da propriedade, sem documentos para comprovar a sua existência legal, esse homem vive completamente a sua identidade de jardineiro, conhecendo o mundo apenas através dos inúmeros televisores com que o misterioso “senhor idoso” dono da casa, ao longo dos anos, o presenteou. Habituado a observar e a imitar o que vê, mas não a agir nem a interagir com pessoas, controla a realidade mudando de canal constantemente, mantendo uma expressão neutra e um discurso pausado, vazio e monocórdico. Agora imaginemos que o “senhor idoso” morre, que a empregada Louise se vai embora e que a casa é fechada, à ordem dos advogados encarregados de fazerem o inventário. E que quando os advogados chegam, encontram aquele homem na sala, sentado à mesa, a mudar os canais do televisor enquanto espera que a Louise lhe sirva o almoço. “Being There”, título original do romance de Jerzy Kosinski e desta longa-metragem, é o título certo e um grande título.


 


Finalmente despejado, aquele homem, Chance, pisa a rua, aos cinquenta anos, pela primeira vez na sua vida. À primeira vista, nada de mal se nota nele. Pelo contrário, está bem vestido, talvez demasiado bem vestido e certamente num estilo demasiado clássico, com aquele chapéu de feltro cinzento, aquela mala de crocodilo, o sobretudo e o guarda-chuva, mas, se o seguirmos com o olhar enquanto o vemos passar e o observarmos melhor quando ele está de costas, revelam-se-nos as calças curtas de mais que descompõem grosseiramente a ilusão de boa apresentação das restantes roupas do “senhor idoso” que ele era autorizado a vestir. Gelamos pela redefinição de solidão dada por aqueles passos sem destino, por aquelas perguntas patéticas, pelas tentativas de mudar a realidade desagradável com o telecomando de televisor que trazia no bolso.


 


Mais pungente ainda se torna tudo isto se soubermos que o actor que interpreta esta quase não-entidade, esta espécie de cidadania de grau zero de consciência, é Peter Sellers, celebrizado por figuras incrivelmente cómicas como Harry em “O Quinteto Era de Cordas” (1955), Clare Quilty em “Lolita” (1962), o Doutor Estranho Amor no filme com o mesmo nome (1964), o detective chinês Sidney Wang em “Um Cadáver de Sobremesa” (1976) e, sobretudo, o inspector Jacques Clouseau na série de filmes da Pantera Cor-de-Rosa (1963-1978).


 


Por esta composição, Peter Sellers recebeu a sua terceira nomeação para um Óscar (a primeira foi para o de melhor curta-metragem, a segunda foi para o de melhor actor principal em “Doutor Estranho Amor”), novamente para o de melhor actor principal, mas pela sua única interpretação num filme dramático, avaliada por muitos críticos como tendo sido a melhor de toda a sua carreira. Não só não ganhou o Óscar (em nenhuma das ocasiões) como, cerca de dois anos depois de concluída a rodagem de “Bem-Vindo Mr. Chance”, morreria em consequência de ataque cardíaco, aos 54 anos.


 


É natural que o excelente cómico tenha ofuscado o actor dramático desta obra estranha de um Chance, "gardner" (jardineiro) transformado acidentalmente em Chauncey Gardiner, a cujo discurso vazio os poderosos acrescentam sentido, mas quer a vitória de um, quer a derrota do outro são peças preciosas para o cinéfilo dos filmes sem idade."


 


 


 


 


sábado, 25 de maio de 2013

directamente da estratosfera (2)

 


 


 


 


 



 


 


Compreende-se a posição da instituição presidência da República e o jornalista já se desculpou. Mas esta polémica não deixa de ser um bocado estratosférica. Para além do estado da nação, há todo um oceano de ofensas mais graves que só não são notícia porque os autores não se notam tanto.


 


O quarto poder está mais do que consolidado e quem não aparece nas suas teias não existe, sabemos isso.


 


Mas a web 2.0 e as redes sociais, e apesar de fenómenos relativamente recentes, influenciam os estatutos sociais e podem alterar as regras do jogo mediático. Se o presidente usa o facebook para as suas mensagens também deve ler, e processar, o que por lá se publica.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

não me lembro mesmo

 


 


 


 


 


Perguntava-me, um amigo da mesma idade e com frequência escolar na mesma cidade, pelos exames da 4ª classe e de acesso ao liceu. E não é que não me lembro mesmo? A sério e até nem tenho razão de queixa da memória (a dos anos mais recentes até justificava alguns apagões). Foi aborrecido porque nem deu para prolongar a viagem no tempo.




Mais à noite dei com dois deputados, um da maioria (PSD, pareceu-me) e outro da oposição (fora do arco do poder), a esgrimirem os exames do 4º ano. O primeiro justificava-se com a chegada (usava com ênfase o finalmente) da prestação de contas que trará autonomia às escolas e o segundo contra-atacava com a antecâmara do ensino dual. Tenham ou não razão e qualquer que seja a escolha da nação, só podemos concluir que o país endoideceu. Riam-se muito os dois e o moderador contagiava-se.




Fiz há pouco uma aula de cycling (bicicleta de ginásio, em grupo e com música). As escolhas musicais são quase sempre recomendáveis e o Smoke on the Water dos Deep Purple foi uma delas. Foi nessa altura que desenhei este post e nem a música da época ajudou a memória, embora me tenha alertado que é bem possível que a malta dos debates ande a tomar umas coisas para escapar às chamas da realidade.








quarta-feira, 1 de maio de 2013

ensandecem?

 


 


 


 


 


O ministro Álvaro da economia, e é pena mas não encontro um linque, apresentou números - com um brilho nos olhos e um ar de obra feita - estonteantes do ensino dual. Pelo menos os oitenta e tal por cento de empregabilidade (é aconselhável ler este post sentado) ficaram-me na mente.


 


Este ministro é mais uma obra, realmente: nem vou discutir mais uma terraplenagem do que existia com ligação a empresas portuguesas e não alemãs ou suíças (CEF´s, curriculos alternativos, PIEF´s e mais uma parafernália de arriscadas decisões de combate ao abandono escolar); o que mais me espanta é a empregabilidade instantânea.


 


O senhor tomou posse há menos de dois anos, deve ter demorado uns tempos a implementar a epifania, mas já consegue apresentar números estratosféricos de frequência e oitenta e tal por cento de empregabilidade (bem sei que se pode defender com a frequência de dez alunos e com a promessa de oito empregos por um mês que seja) num país com um milhão de desempregados e milhares de jovens adultos forçados a emigrar.


 


Isto recorda-me os comprovadamente tresloucados M. Rodrigues, V. Lemos e J. Sócrates com a má propaganda e a febre eleitoralista que descredibilizaram as novas oportunidades.


 


Aliás, M. Rodrigues escreve no Público uma crónica, "Abril na Educação", com dados certeiros e consensuais na defesa da escola pública. Como é que uma pessoa que começou a arrasar a escola pública escreve um texto destes? Pois é. A nossa bancarrota também tem uma dose de culpa nacional e dá ideia que temos azar com a sucessão de governantes ensandecidos. A sugestão de bipolaridade pode servir para acelerar o despiste médico.


 


Como bem me dizia noutro dia um amigo insuspeito de parcialidades: "O Sócrates precisa mesmo de psiquiatria". Tinha razão. Não é só ele e com todo o respeito pela especialidade médica.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

do fenómeno Grillo

 


 


 


 


 


 


Há muito que nem sei o que responder a quem interroga o valor do dia seguinte às manifestações, greves e por aí fora. São interrogações que acabam na mesma família da que desvaloriza a ideia de protesto com a acusação da não apresentação de propostas. A História tem mostrado que vale muito protestar e os últimos dias têm sido férteis em sinais.


 


O protesto pelo protesto é tão válido com um qualquer caderno de propostas. O fenómeno do Grillo-italiano é mais uma evidência. Mesmo quando propõe 1000 euros de retribuição mínima ou 20 horas de trabalho semanal, sabe que está no domínio da comédia e que a brincar, a brincar se podem dizer coisas muito sérias. Quando exige o fim da imunidade parlamentar continua a fazer tremer o status quo


 


Impressionei-me com o apoio de Joseph Stiglitz ao Grillo-italiano. O comediante eleito financiou a sua campanha e até tem um iate e um ferrari. O eleito diz que só critica e não governa e ponto final. E já há quem diga que pode ter colocado alguma gente nos eixos e mesmo que um novo Monti forme Governo.