Nunca pensei ouvir um ministro da Educação comentar em público as respostas de um candidato a professor numa prova realizada pelo MEC. Crato fez isso e tentou ridicularizar os professores com uma afirmação risível: deu 20 erros numa frase.
Sempre me surpreendi com os professores que publicaram, até nas redes sociais, respostas de alunos. Nunca pensei, repito, que um ministro o fizesse. Dá ideia que a interrogação em título só tem uma resposta: ambas.
Os professores é que querem conforto. Nos Estados Unidos a avaliação dos professores acontece e toda a gente acha normal. Aqui em Portugal os professores não gostam de desafios, são demasiado passivos.
ResponderEliminarÉ impossível alguém chegar a professor sem ser avaliado. Como professor, será avaliado diariamente. Não sei a que avaliação se refere. Sobre esta prova estamos conversados. Nem o próprio conselho científico a valida.
ResponderEliminar"Aqui em Portugal os professores não gostam de desafios, são demasiado passivos." Não sei em que é que se baseia. Talvez estejam a ser demasiado passivos nesta altura, tal a degradação do ensino público. Talvez seja a isso que se refere.
Lamento, mas discordo da sua opinião. O cRato não comentou uma resposta, porque ela não existiu, mas fez uma afirmação injusta e infundada, de manifesta má-fé, com o objectivo de justificar a necessidade da coisa e denegrir toda uma classe. Como era de esperar, a comunicação social atirou-se à bojarda como gato a bofe e, infelizmente, a resposta dos professores não tem estado à altura. Aquela tirada é, no mínimo, difamatória e deveria dar direito a processo em tribunal!
ResponderEliminarIsto, para não falar do tipo de perguntas, idiotas e desajustadas, a avaliar por aquelas que vieram a público. A dos jogadores foi-me explicada por uma colega de Matemática e faz parte do programa de Matemática A do 12.º ano. Isto já deveria ser suficiente para impugnar a prova. Aliás, o jornal Público (só falo deste porque foi aqui que vi) foi muito lesto a dar a resposta certa, mas não vi o mínimo vislumbre de raciocínio ou explicação para lá chegar!
Além disso, mais graves que os erros ortográficos (a ortografia é uma convenção e vou-me escusar a falar do famigerado AO90, ilegalmente em vigor) são os erros de construção textual e o vazio de conteúdo. Como isso não aparece sublinhado a vermelho no computador, ninguém vê e ninguém se preocupa! Sinto-me com um inconseguimento frustracional!
Não lamente em discordar :). Por acaso, concordo com o seu.
ResponderEliminarNo comentário acima, esqueci-me de pôr o nome. É a primeira vez que comento aqui. Cá fica: Lurdes Ferreira. Parabéns pelas suas publicações, que sigo com alguma regularidade, muitas vezes a partir do Paulo Guinote.
ResponderEliminarObrigado pela atenção Lurdes Ferreira. Estava a reler o seu acertado comentário. Este ministro tem uma escola bem refinada.
ResponderEliminar