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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

e Portugal? Está bom para turistas!

 


 


 


 


Generalizar "este" ensino vocacional é desistir da democracia e integra o ideário do privado encostado ao Estado que registou a enésima inconstitucionalidade: a inclassificável prova de acesso para professores. Digamos que o território está enjoativo, como noutras alturas da história, em plena crise moral e recomendável para turistas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

na 1ª página do público online

 


 


 


 


Há anos a fio que a carreira dos professores é tratada assim. É uma devassa que não ajuda a construir uma sociedade de conhecimento (é uma frase risível, sei disso). Pode ler a notícia aqui.


 


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

crato "odeia" professores ou cumpre uma agenda radical?

 


 


 


 


Nunca pensei ouvir um ministro da Educação comentar em público as respostas de um candidato a professor numa prova realizada pelo MEC. Crato fez isso e tentou ridicularizar os professores com uma afirmação risível: deu 20 erros numa frase.


 


Sempre me surpreendi com os professores que publicaram, até nas redes sociais, respostas de alunos. Nunca pensei, repito, que um ministro o fizesse. Dá ideia que a interrogação em título só tem uma resposta: ambas.


 


 


 

a estupidez à solta

 


 



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"Dezenas de analfabetos que gostam de se dar ares fizeram um escândalo com o aparente excesso de erros de ortografia, pontuação e sintaxe dos 2490 professores que se apresentaram à “Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades” (PACC). Deus lhes dê juízo.


Para começar, não há em Portugal uma ortografia estabelecida pelo uso ou pela autoridade. Antes do acordo com o Brasil – um inqualificável gesto de servilismo e de ganância –, já era tudo uma confusão. Hoje, mesmo nos jornais, muita gente se sente obrigada a declarar que espécie de ortografia escolheu. Pior ainda, as regras de pontuação e de sintaxe variam de tal maneira que se tornaram largamente arbitrárias. Já para não falar na redundância e na impropriedade da língua pública que por aí se usa, nas legendas da televisão, que transformaram o português numa caricatura de si próprio; ou na importação sistemática de anglicismos, derivados do “baixo” inglês da economia e de Bruxelas.


De qualquer maneira, a pergunta da PACC em que os professores mais falharam acabou por ser a seguinte: “O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol (para que seria?). Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes (é inferior, superior ou igual) ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.” Excepto se a palavra “grupo” designar um conceito matemático universalmente conhecido, a pergunta não faz sentido. Grupos de quê? De jogadores de ataque, de médios, de defesas? Grupos dos que jogam no estrangeiro e dos que, por acaso, jogam aqui? Não se sabe e não existe maneira de descobrir ou de responder. O dr. Crato perdeu a cabeça.


Na terceira pergunta em que os professores mais falharam, o dr. Crato agarrou nas considerações tristemente acéfalas de um cavalheiro americano sobre “impressão e fabrico” de livros. Esse cavalheiro pensa que há “livros em que a beleza é um desiderato” (ou seja, a beleza do objecto) e outros “em que o encanto não é factor de importância material” (em inglês, “material” não significa o que o autor da PACC manifestamente julga). E o homenzinho acrescenta pressurosamente: “Quando tentamos uma classificação, a distinção parece assentar entre uma obra útil e uma obra de arte literária”. A obra de arte pede beleza ao tipógrafo (ao tipógrafo?), a obra útil só pede “legibilidade e comodidade de consulta”. Perante este extraordinário cretinismo, a PACC exige que os professores digam se o “excerto” “ilustra” os dois termos de uma comparação, o primeiro, o segundo ou nenhum deles. Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a “avaliar” alguém."


 


 


 


 


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

teimosia ou obstinação?

 


 


 


 


A profissão de professor em Portugal é a mais devassada do mundo conhecido. Não há saída da troika ou campanha eleitoral que atenue as investidas contra a profissionalidade dos professores.


 


Há anos a fio que é assim. Invariavelmente, os média abrem os serviços noticiosos com sei lá o quê à volta dos professores. Há mesmo quem se interrogue se este "ódio" à escola pública não representa um qualquer desconforto com a democracia.


 


E para não variar, anuncia-se mais uma greve à prova para professores contratados. É teimosia ou obstinação da equipa ministerial?


 


 


 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

nuno crato trocou os locais de detonação

 


 


 


O sistema escolar português é um bocado azarado. Depois de uma equipa ministerial especializada em propaganda no modelo do célebre ministro iraquiano, chegou Nuno Crato - o assumido especialista em minas e armadilhas e implosões -. Prometeu implodir o MEC, mas tem estado a fazê-lo às escolas públicas e aos seus alunos e professores. Ao que parece, a troca dos locais de detonação continua: implodiu o GES com um detonador que devia ser destinado à sua equipa no MEC por causa da prova de ingresso para os professores contratados. O calendário faz supor que assim foi.


 


 



 


 


 


 


 


 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

da dignidade

 


 


 


 



 


 


Imagem encontrada algures na rede sem referência ao autor.


 


 


A prova de ingresso para professores contratados continua abaixo do limite mínimo e já há quem fale em guerra política.


 


Há décadas que as questões da escola pública sofrem do mesmo preconceito afastado da realidade: "as escolas são dominadas pelo Partido Comunista, pela CGTP e pelos sindicatos da Fenprof".


 


É evidente que as instituições referidas são activas e constitucionais e beneficiam do descarado arco da governação dos concorrentes. Estão no pleno exercício democrático.


 


Mas quem conhece mesmo a heróica (sim, heróica) luta dos professores portugueses na última década, reconhece que engavetá-los é apenas uma manobra fantasmagórica que começou com Mário Soares e que se foi repetindo como se o mundo não pulasse nem avançasse.


 


 


 



 


 


 


 


 


 

domingo, 20 de julho de 2014

crato já não tem mais pés nem mãos para baralhar

 


 


 


N.Crato já mete os pés pelas mãos nas mais variadas posições e desta vez nem se pode refugiar na questão financeira para além da troika. Deixou cair as componentes específicas da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades dos professores contratados e fica-se pela componente comum numa espécie de prova geral de acesso ao ensino superior que há uns anos conseguiu um estatuto menos ridículo antes de cair com estrondo. N. Crato entrou em contradição uniformemente acelerada.


 


A propósito da "excelência no ensino" segundo a mente dos Lurditas D´Oiro, recordo uma passagem de um texto, no Público, de Desidério Murcho que publiquei no Correntes, neste post de 11 de Junho de 2008 que inclui uma troca de comentário com o autor, e que tenho a certeza que o discurso enganador e de Eduquês II de Crato subscreveria.


 


"(...)Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo. E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir(...)"


 


 



 


 


 


 

sábado, 19 de julho de 2014

de imoralidade em imoralidade

 


 


 


 


O tratamento dado aos professores pelos últimos governos é de tão baixo nível que já faltam adjectivos.


 


Quando somos alvo de várias injustiças, e ainda por cima frequentes e prolongadas no tempo, ficamos ainda mais atentos. Para além de nos termos confrontado com um coro generalizado de Lurditas D´Oiro, tivemos agora que gramar com Cratianos e Silenciosos.


 


Estou a raciocinar por indução através da leitura do badalado texto de hoje, no Público, de Pacheco Pereira sobre a prova de ingresso para os professores contratados. A crónica é forte e justa. É claro que o Lurditas D´Oiro não dá opinião sobre a justeza da prova e nem foi isso que me chamou à atenção. O que me pica a derme é o silêncio "socialista-e-da-esquerda-congénere" que faz do texto de JPP uma voz isolada no mainstream. Já devia estar habituado, sei disso.


 


Do tal texto retirei o seguinte (ponham os cintos; o bold é meu):


 


 


"(...)A história mais recente e que me fez escrever este artigo foi a desfaçatez do truque que o Ministério da Educação usou para marcar os exames aos professores com três dias úteis de pré-aviso, caindo do céu da surpresa no fim de Julho, com grande estrondo. Na verdade, são teoricamente cinco dias, o mínimo exigido por lei, mas só teoricamente. O truque foi pré-assinar um despacho em segredo, no quinto dia divulgá-lo no Diário da República a contar do dia da sua assinatura, para que na prática faltassem, após o anúncio ser conhecido, apenas três dias úteis até ao exame, 17, 18, e 21 de Julho. Professores que já estavam a receber o subsídio de desemprego, que já estavam de férias, e que não sabiam que iam ter um exame para que é suposto prepararem-se, cai-lhes em cima uma data que é já praticamente amanhã. Nem o gado é suposto ser tratado assim, mesmo quando vai para o abate.(...)"


 


 


 


 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

abaixo do limite mínimo

 


 


 


 


 


O MEC remarcou para o próximo dia 22 de Julho a prova de ingresso para os professores contratados sem informar quem quer que seja. Fê-lo três dias úteis antes da prova e numa espécie de marcação clandestina. O actual MEC vive num ambiente de soberba, provocado pelos números elevados de desempregados nesta área, em relação aos professores a que voltarei num próximo post


 


Percebe-se a revolta num processo injusto e impregnado de polémica. Compreendem-se as reacções e veremos como é que a coisa termina.


 


 



 



 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

mais um dia triste para a história da Educação em Portugal

 


 


 


A profissão de professor em Portugal é a mais devassada do mundo conhecido. Há anos a fio que é assim. Invariavelmente, os média abrem os serviços noticiosos com ignomínias à volta da profissionalidade dos professores. Há mesmo quem se interrogue se este "ódio" à escola pública não representa um qualquer medo com a democracia.


 


Hoje volta a ser assim com a prova de ingresso para os professores contratados. Tenho estado fora da rede e este regresso deixa-me profundamente triste com tudo o que leio. O Governo, pela mão do ministro da Educação, inventou uma solução injusta que teve um desfecho previsível. Esta carta de um professor contratado publicada pelo Paulo Guinote é arrepiante.


 


Já não resta qualquer dúvida: a incompetência técnica e política de quem dirige o MEC é comprovada. Escrevi-o desde o início. Muita da delapidação vigente da escola pública foi para além da troika e suportou-se num fanatismo ideológico que endeusou resultados com os do PISA 2012 que acabaram por ter um efeito boomerang.


 

sábado, 14 de dezembro de 2013

do eduquês I e II

 


 


 


Considero as infernais inutilidades informacionais o verdadeiro eduquês que nos levou a exigir a implosão do MEC como quem derruba um muro. A outra crítica do eduquês, onde se inclui Nuno Crato, resume-se, como há muito se observou, a um jogo de sombras do II contra o I.


 


São ambos nefastos.


 


Sempre que o II tem que concretizar o que criticou ao I, o eduquês emerge como se comprova, na forma e no conteúdo, com a ignomínia da prova de avaliação para os professores contratados.


 


Mas mais: assiste-se a neodefensores-no-modelo-catavento eduquês I (vulgo inferno de má burocracia e de inutilidades) a advogarem o sucesso PISA 2009 (alunos com 15 anos que entraram na escola em 1998 e que não foram contaminados pelo expoente do I a partir de 2007 nem pelo do II desde 2011) e a acusarem, com razão se elencassem razões que, naturalmente, desconhecem, o eduquês II (achamentos curriculares, aumento dos alunos por turma e mais do mesmo no resto) de sei lá o quê.


 


É: a nossa sociedade e a nossa escola pública até estavam a progredir apesar das "elites".


 


 


(Já usei parte deste texto noutro post)


 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

a prova dos professores vai de tortuosidade em tortuosidade

 


 


 


 


"O dirigente da FNE, João Dias da Silva, disse ao PÚBLICO esta quinta-feira que o acordo dos sindicatos da UGT com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) “só prejudica verdadeiramente menos de 400 professores”.


 


 


Para além de verem a sua profissionalidade devassada diariamente nos média, os professores ainda têm que suportar a tortuosidade de quem se senta na mesa negocial. É evidente que a responsabilidade primeira vai para os governos, mas os sindicatos contribuem através dos seus elementos que trocam de cadeira ao tom de quem governa e que estão muito afastados das escolas e das salas de aula.