"Não foi o povo que fez o 25 de Abril. Pela maioria silenciosa, essa saturante entidade colectiva, ainda viveríamos numa ditadura com quase um século", disse alguém na TSF a propósito da maioria que, por exemplo, fica "à espera que os outros façam a greve que os benefícios serão para todos" e a propósito da improvável chegada a Portugal dos efeitos Syriza e Podemos. Mas isso é para outro post.
Vale mesmo a pena ler o pedaço seguinte de Gonçalo M. Tavares.
Gonçalo M. Tavares (2014:26). "Os velhos também querem viver". Caminho. Lisboa.
a maioria silenciosa está presente, mas ausente de ação porque espera sempre que seja o outro a 'dar o corpo ao manifesto'. No dia 24 de abril de 1974, os anti-salazaristas eram uma minoria; no dia seguinte passaram a uma imensa maioria de cravo na mão a correr pelas ruas...
ResponderEliminarA teoria do passageiro clandestino aplica-se ao processo de protesto: usa-se a ação dos outros esperando o resultado, sem contribuir. Se não ocorrer mudança, fica como estava; se ocorrer, tem o mesmo beneficio que os que protestaram mas sem custo. Ou seja, uma situação win-win; e existem muitos passageiros clandestinos...
Bem observado, se me permite.
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