Se cada português adulto, com vencimento, claro, trabalha os primeiros cinco meses do ano para pagar impostos, uma criança em idade escolar tem pouco mais de cinco meses por ano de "aulas com ritmo" nas disciplinas "não estruturantes" (que ainda levaram cortes curriculares a eito) e até nas "estruturantes".
O CEO do MEC desde 2011 implodiu a escola pública e criou um monstro burocrático à volta de uma parafernália de exames e calendários que faz com que os alunos desde o primeiro ciclo fiquem desde Maio a finais de Setembro sem ritmo escolar nas disciplinas não estruturantes (uma espécie de imposto de selo para Crato) e mesmo nas estruturantes (o IRS e o IVA no "jogo do monopólio" do CEO do MEC).
Conheciam-se os preconceitos "elitistas" do ministro e a falta de sensatez, mas percebeu-se que a situação se agravou com a subalternização à malta do além da troika. Consta que têm tentado demover o ímpeto "MRPP" de Nuno Crato; mas nada a fazer. A coisa só vai lá com o esperado fim deste ciclo radical que ficará nos rodapés da história como o perídodo em que havia "mais exames do que aulas".
Uma verdadeira equipa de doidos e doidas à solta.
ResponderEliminarSaltam exames de todos os lados, secretariados de exames em roda viva, listas e listas de vigilantes efectivos e suplentes, mudanças de sala, aulas que não são dadas, aulas a serem compensadas, reuniões e mais reuniões sobre exames, aulas a decorrer, aulas que não decorrem, professores en trânsito entre aulas e vigilâncias, correções de exames e avaliações nas suas aulas.
E mais esta: alunos com necessidades educativas especiais a responderem aos exames que, posteriormente e de seguida, serão reescritos pelos professores vigilantes para melhor compreensão das respostas.
Indescritível mesmo.
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