terça-feira, 9 de junho de 2015

há mesmo uma alternativa na Educação?

 


 


 


Conhece-se o programa do PS e as linhas gerais da coligação de direita. A interrogação é simples: há uma alternativa que vai para além da ideologia do tratado orçamental ou continuaremos a aplicar as medidas para além da troika? Na Educação abusou-se da segunda asserção nos últimos quatro anos e a história dirá o quanto pagámos pelo erro. É importante que se sublinhe que na Educação, como noutras áreas, há muito radicalismo ideológico que foi aplicado por simpatia com os cortes orçamentais a eito (Passos aconselhou os jovens professores à emigração para o Brasil e Angola e bem pode agora falar em mitos urbanos).


 


Objectivamente, o PS apresenta o fim dos exames do 4º ano, o regresso das "novas oportunidades" e uma impressão de fim do desmiolo avaliativo, que inventou, dos professores e não diz uma linha sobre o modelo único de gestão, sobre os alunos por turma, sobre os brutais cortes curriculares ou sobre a sobrecarga nos horários, ao minuto, dos professores.


 


Mas mais: se a maioria regressa com as "escolas independentes" inspiradas nas ideias falidas do modelo sueco, o PS não contradiz e apresenta-se como continuador da partidocracia (nesta semana, de 50000 professores votantes, 43437 votaram não à municipalização, tal é o desastre do amiguismo e do compadrio) que tem ajudado a destruir o ambiente democrático na organização das escolas. Também não há uma linha sobre o ensino dito privado.


 


O PS refere o inferno burocrático, aponta o simplexII, mas nada concretiza na Educação. E os professores assistiram durante o positivo simplexI ao aumento monstruoso da burocracia nas escolas através dos nomeados por Sócrates para o MEC e que agora parecem influenciar o futuro. E a interrogação volta a ser óbvia: há uma alternativa na Educação?

11 comentários:

  1. Desculpe lá, mas terá que ler tudo o que escrevi sobre o assunto. Os programas de certificação e validação de competências, bem como o ensino de adultos, são importantes. Nas mãos da propaganda partidária transformam-se naquilo que se viu. Neste post, limitei-me a ser objectivo em relação ao que li.

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  2. Não. Não há alternativa para a educação. Enquanto a roda andar entre os gatos brancos e os gatos pretos, com alianças com os gatos riscados e malhados, os ratos serão sempre parte integrante do menu dos governantes. A educação não dá votos.

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  3. Desculpe, mas o seu comentário é muito mau pois na minha opinião as pessoas devem ter outras oportunidades, pois não sabemos quais foram os motivos que levaram a não conclusão dos estudos.

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  4. Concordo com o Carlos Campos. Já resumi o que penso no comentário anterior.

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  5. A meu ver a alternância há muito que deixou de ser alternativa e o programa educativo dos partidos do centrão tem muito mais semelhanças, no essencial, do que diferenças, no acessório.

    Partilhei a oportuna e interessante reflexão no meu blogue e aproveitei também a deixa da Catarina para revisitar o sempre actual Mouseland.

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  6. Eu fiquei animada por ver o Prof. João Costa dar a cara pelo PS. É uma esperança ver alguém sério e que sabe o que são as escolas. Talvez haja alguma esperança de as coisas mudarem... Ele leva o meu voto.

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  7. Prof. João Costa?

    É bom que haja esperança.

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  8. Sim. Esteve ligado ao Plano Nacional de Leitura e ao Programa de Português antigo. Conhece bem o terreno.

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