O MEC de Crato recorda aquelas pessoas que só evitam decisões incompetentes quando não decidem. Então sempre que há concursos de professores já sabemos que haverá confusão. A última é um "protocolo com um Instituto Chinês sob suspeita noutros países". Mas será possível tanta impreparação? Não haverá uma raiz ideológica a orquestrar o plano inclinado?
No legado de Nuno Crato evidencia-se um forte ataque à imagem da escola pública. Se o ministro revelava duas características decisivas, desconhecimento do sistema escolar e associação, por ideologia, às cooperativas de ensino, o tempo comprovou-o.
Crato corporizou duas ideias feitas (a primeira falaciosa): "tudo está mal numa escola pública dominada por sindicatos" e "não se pode confiar em escolas controladas pelo pior da partidocracia local". Mas não foi o poder central que criou o modelo de gestão escolar? E não foram avisados que o pior ainda estava para acontecer? E não estão a promover um tipo de municipalização que acentuará a desgraça?
Fica a ideia, para animar a consciência dos optimistas iniciais, que AirCrato acordou tarde para o vírus do experimentalismo.
O que resta é penoso. Nunca um ministro da Educação se arrastou no lugar com tanta desconsideração mediática.
Quem aliena os bens públicos ao desbarato, despeja jovens, e recomenda aos doentes que morram depressa, é natural que também venda a alma ao diabo.
ResponderEliminarAlexis Tsipras vai referendar a proposta de acordo com os credores, noticia esta noite a a estação grega Skai TV. O líder do governo de Atenas deverá falar em breve na televisão, onde irá anunciar esta sua intenção.
ResponderEliminarTsipras reuniu esta noite o governo de emergência, após a reunião que teve com os credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) na qual se previa um prolongamento por cinco meses do programa de assistência financeira à Grécia e um pacote de pelo menos 12 mil milhões de euros a pagar em quatro prestações até novembro por europeus e FMI.
A proposta previa um pagamento de emergência a Atenas de 1,8 mil milhões de euros para permitir que o país faça o pagamento ao FMI de mais de 1,5 mil milhões de euros que vence na terça-feira.
É natural, concordo.
ResponderEliminarJá postei, obrigado.
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