Cavaco Silva usou como argumento a tradição da democracia portuguesa (é um tradicionalista petrificado) indigitou Passos Coelho e passou o "problema" para o parlamento. Até aqui tudo normal. Mas nas suas declarações discriminou o BE e a CDU, excluindo-os da democracia, e afirmou, ao que percebi, que não dará posse a um Governo apoiado pela maioria de esquerda. Sabia-se que o PR entende o seu exercício como coisa de facção, mas era impensável que terminasse essas funções públicas com uma exibição de parcialidade tão grave e lamentável.
Ainda não percebi virtudes em Cavaco.
ResponderEliminarUrge, mais do que nunca, eleger um novo PR. Julgo que até o Marcelo será melhor, embora eu vote em António Nóvoa...
Concordo. Embora este extremar do PR não favoreça Marcelo. A esquerda vai unir-se ainda mais.
ResponderEliminar"Sabia-se que o PR entende o seu exercício como coisa de facção". O como não? Apenas fez justiça à própria natureza da presidência desta "coisapública". O actual PR foi o candidato do PSD e do CDS, como a anterior tinha sido o candidato do PS e do PCP (pelo menos), etc, até 1976. Um chefe de estado (entendido como supremo magistrado na nação, não como máximo gestor ou ministro da nação - como acontece nas repúblicas assumidas e decentes - v.g. E.U.A.) proposto e eleito por uma "facção" trair-se-á a si mesmo (...e às "facções") se deixar de ter facção. A célebre e recorrentemente estúpida proclamação do vencedor das presidenciais ("neste momento, extingue-se a maioria que me elegeu") é uma treta, para não dizer uma hipocrisia, já que o conceito tem conotação moral e a confusão é apenas intelectual. Neste sentido, tem mais credibilidade e dignidade o presidente da A da República (à excepção do caso de Ferro Rodrigues, nunca presidente de uma "facção"), que deveria, ele sim, ser a primeira figura desta "coisapublica".
ResponderEliminarSem dúvida: bom ângulo de análise, se me permite.
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