sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Crato é o marqueteiro de serviço?!

 


 


 


 


A campanha da (do?) PàF foi preciosa. Reconheça-se. Provavelmente, um dos membros, o PR, precipitou-se com os primeiros resultados e contagiou os especialistas a entrarem no merecido descanso. Fiquei com a impressão que Crato passou a "marqueteiro" de serviço e só por isso escapo ao prometido: não voltar a escrever sobre o sacrificado ainda ministro.


 


Sabe-se que Crato tem créditos, teóricos e empíricos, antigos na propaganda: digamos que políticos e académicos. E não será por acaso que nos dias seguintes às legislativas a comunicação social foi inundada por estudos internacionais "alucinados" em confirmar as epifanias de Crato ou em preparar o congelamento dos professores para além do congelamento geral.


 


Olhe-se para o resultado de uma breve pesquisa que também agradaria a uma qualquer Lurditas D´Oiro:


 



"Crato diz apenas que o seu trabalho na educação "vai manter-se". Ministro não respondeu se irá ou não manter-se no cargo." Diz o Público de 06/10/2015.


 


"Professores portugueses entre os que mais recebem em relação à riqueza do país. Conclusão é de um relatório europeu, segundo o qual os salários estão acima do PIB per capita, mas o estudo tem em conta vencimentos nominais, não contabilizando as sobretaxas que baixam o vencimento dos funcionários públicos." Diz o Público de 05/10/2015.


 


"Escolas privadas mal classificadas nos rankings fecham, públicas não. Fosso entre estabelecimentos de ensino públicos e privados aumentou ao longo dos anos, revela estudo da Nova de Lisboa." Diz o Público de 08/10/2105.


 


"Sucesso escolar não depende da dimensão das turmas, o segredo está no professor. Investigadora norte-americana analisou o sistema educativo português. O estudo “ O Quinto compromisso” (às tantas é mais Quinto Império, digo eu) é apresentado quinta-feira." Diz o DN de 07/10/2015.


 


"Mais avaliação para alunos e professores portugueses, defende estudo norte-americano. Metas bem definidas e avaliações sequenciais para analisar a progressão dos estudantes. Sucesso dos alunos deve influenciar avaliação dos professores." Diz o Público de 07/10/2015.


2 comentários:

  1. Comentarios rapidos às jornalixices:

    1-No comments

    2-Estudo compara apenas salários do topo de carreira, o qual, poucos chegaram e quase nenhuns chegarão dos restantes; péssimo jornalismos
    3-As escolas publicas não devem servir apenas para exames, têm outras funções que vão muito além das métricas de entrada no superior; medíocre jornalismo.
    4-A investigadora em causa não é ninguém relevante(web of science mostrou que é uma senhora pouco proeminente e confirmei alguns dias depois com um amigo meu de Stanford especializado na área); jornalismo de café;
    5-O estudo é patrocinado por uma empresa da área, especialista em prometer avaliar bem professores com base em resultados escolares. Na realidade, uma fraude pois não tem tido resultado nenhum de jeito em NJ e em Chicago a avaliação tem sido mais perniciosa do que suspeitava; jornalismo de falta de carácter e vendido ao que mais paga.

    Devo dizer que conheci um jornalista do Publico ligado à Ciência e que penso que tem um dedinho na Educação, recentemente no ICS. Posso dizer que não me contive em dizer que o Publico actual nem para casa de banho de estação de autocarros serve. Temos pena

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