Vê-se ainda melhor nestas alturas: a coligação, ou frente, de direita alberga radicais, extremistas que usam argumentação ao nível de uma Aurora Dourada ou Frente Nacional e não é de agora. Para além disso, e naturalmente como nos partidos, ou nas organizações, com muitos anos de poder, integra corruptos comprovados e predadores do orçamento de Estado entre os seus apoiantes ou antigos (seguramente nesses) dirigentes. As bancarrotas têm esse cunho e não é por acaso que somos o país das desigualdades. As oligarquias nacionais revelam uma habilidade sem fim conseguindo, como se viu com o GES, estabelecer acordos até com "as troikas". Com este quadro traçado pela sensatez, como é que o mainstream continua a excluir as esquerdas das soluções governativas? Bem sabemos que na estratosfera não convém partilhar recursos "ilimitados" com "desengravatados", mas parece-me que esse registo vai caducando com uma enorme paciência. Claro que as esquerdas também têm que fazer a sua parte de governabilidade como demonstrou o Syriza; e mesmo com trapalhadas consideradas impensáveis para deuses e milagreiros, os eleitores gregos reconheceram que a guerra raramente se ganha numa só batalha.
Não sei o que vai acontecer ao PS depois destas eleições e se António Costa , caso permaneça, vai aguentar o barco durante 1-2 anos como oposição.
ResponderEliminarMas não vejo no atual PS melhor líder. É das poucas figuras cimeiras que, no complexo jogo de lugares, consegue agregar pessoas competentes à sua volta. Veja-se o que tem feito em Lisboa, dando um exemplo de uma área que nos é próxima: a Educação, onde as EB1 tinham uma elevadíssima subrepresentação das "classes" mais escolarizadas, cenário que paulatinamente têm vindo a ser invertido.
Num contexto de governo do pais não me parece impossível que consiga reunir um bom executivo.
E não sou nenhum socialista deprimido, nunca votei PS (voto na esquerda antidemocrática, como a apelida o "mainstream"), por divergir de parte do que defendem e presar a diversidade na constituição da assembleia da república.
Vamos aguardar. São tempos bem difíceis.
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