domingo, 28 de fevereiro de 2016

"A avaliação que temos não passa de uma ficção", Paulo Guinote ao Expresso

 


 


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"A avaliação que temos não passa de uma ficção"



 



Paulo Guinote, Professor e autor do livro "A grande marcha dos professores".


 


"Nunca se tinha assistido a nada assim. A 8 de março de 2008, cerca de 100 mil professores saíram à rua naquela que foi a maior manifestação de uma classe profissional alguma vez realizada em Portugal. Queriam contestar a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que elegeram como inimigo nº 1, e acabar com o modelo de avaliação de desempenho assente na divisão da carreira em duas categorias, que acabou por não avançar. Oito anos depois, Paulo Guinote, professor de Português do 2º ciclo e autor do popular blogue “Educação do Meu Umbigo”, entretanto extinto, recorda o protesto sem precedentes no livro “A Grande Marcha dos Professores”, que será lançado esta semana. Hoje, garante, os docentes estão ainda mais desanimados do que na altura. 

O que mais recorda desse dia? 
Lembro-me de uma altura em que estava a meio da Avenida da Liberdade, olhei à minha volta e vi-me completamente rodeado de gente. Para quem, como eu, nunca tinha estado numa manifestação, era uma sensação bastante estranha. 

Que marcas deixou nas escolas? 
Vendo com esta distância, acho que deixou marcas de desânimo e alguma tristeza. Houve demasiada esperança para tudo o que não foi conseguido. Nenhuma reivindicação essencial foi satisfeita.(...)"


8 comentários:

  1. "Para quem, como eu, nunca tinha estado numa manifestação, era uma sensação bastante estranha."

    Estranho 1 professor de História nunca ter estado numa manifestação.

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  2. Porquê? Se fosse 1 professor de Filosofia, Ed. FÍsica, Português, Biologia..., já não estranhava?
    Mas o próprio PG, no seu blogue, esclareceu que havia participado em algumas (bem mais pequenas) manifestações que antecederam a grande de 8 de Março de 2008.

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  3. A entrevista centrou-se na ADD, tal a obsessão dependente que isso causa. Nada sobre o homicídio da progressão na carreira, o assassinato financeiro de uma geração profissional a médio e longo prazo (a faixa etária dos 40-50 anos e a futura influência no valor de pensão de reforma, caso ela exista...), o enorme desfasamento entre o que a sociedade civil oferece e aquilo a que a escola está obrigada a trabalhar gerando a conflitualidade discente vs docente,... and so on...

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  4. Não se consegue falar em tudo nos momentos todos. Mas olhe que esses temas têm sido abordados noutras ocasiões.

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  5. por isso é que esse momento, que é raro, deve ser aproveitado para falar daquilo que afeta diretamente a qualidade de vida do individuo.

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  6. Mas isso já são as prioridades de cada um, aquilo que é possível e os critérios dos jornalistas.

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