O que se diria se as escolas públicas usassem alunos em manifestações? Usar crianças em manifestações escolares é mais uma evidência da descida de nível através do mercado escolar.
Os profissionais da escola pública andam há uma década a lutar outra contra tudo aquilo que sabe e nunca os vi usar um aluno. É a este domínio que me estou a referir.
O exemplo que refere é completamente diferente.
Se é leitor do blogue sabe que não necessita de me dar esse conselho.
Parece que já vi dezenas de protestos em escolas públicas onde alunos participaram. Eu próprio já participei em várias quando andava na escola pública. Isto não me parece um ponto relevante da discussão.
Nunca vi um aluno, muito mesmo crianças, "convocado" para manifestações, ou outras acções similares, em defesa dos profissionais da escola pública. É a isso que me refiro. Não incluo as inúmeras manifestações de alunos que se realizaram ao longo dos tempos, obviamente.
As inúmeras manifestações de alunos não foram só em defesa dos seus direitos, mas dos direitos da sua escola e professores. Assim como os do ensino privado também o fazem. Acho que esta discussão, de que o Estado deve pagar só a estabelecimentos públicos ou privados é ridícula. A verdadeira questão é quais estabelecimentos tem mais qualidade no ensino e esses sim, receber financiamento do Estado, sejam públicas ou privadas.
Não conheço. Há muito que acompanho estes assuntos e sempre registei esse cuidado.
Tem nas etiquetas do blogue umas boas centenas de posts sobre o assunto. Há cerca de uma década que escrevo sobre isso. Pesquise, se me permite, por público-privado por exemplo.
Em Portugal há privado não financiado pelo Estado que discorda que se financie boa parte deste "privado" financiado pelo estado; entende que danifica a sua imagem.
Não era possível noutro país da Europa a privatização de lucros com os contornos dos tais "privados" financiados pelo estado. Para além de outros argumentos fundamentais que pode ler onde lhe indiquei, vai compreender que ao fim de dez anos a escrever sobre o assunto me canse de alguma repetição. Obrigado por comentar.
Também me cansa falar do assunto e repetir os mesmos argumentos, mas este país sofre de uma doença psicológica que é a sacralização do serviço público, independente da sua qualidade.
Reptio que o que deve interessar mais é a qualidade do serviço, não a sua origem.
E passado 10 anos a escrever sobre o assunto, se não conhece sequer casos onde os alunos se manifestem em defesa das suas escolas públicas, parece-me que anda isolado de alguma realidade.
Francamente: sinto mais o contrário: tudo o que é público é falho de ambição, inovação, qualidade e por aí fora.
Ninguém abrange toda a realidade. Não sou o único identificar a ausência de alunos nas causas que são fundamentalmente dos profissionais na escola pública. Sempre registei com muito agrado essa preocupação. E olhe que na última década estive mesmo presente em inúmeras manifestações nos mais variados sítios do país, sempre a custas próprias, num exercício de cidadania e na maioria dos casos nem sequer era atingido pelas medidas.
Claro que parece que tudo o que é público é falta de ambição, qualidade e inovação! Como é possível existir um sistema estatal que consiga tomar conta de um serviço público deste tamanho? É estar à espera de desilusões.
Em relação aos exemplos, vamos parar por aqui. Já lhe disse que eu próprio quando era aluno, manifestame-nos pela escola e seus funcionários. Agora só porque existem alunos a fazer pela escola privada, obviamente que só pode ser manipulação e interesses, não será possível que aqueles alunos estão genuinamente bem naquelas escolas e conhecem casos de escolas públicas que não lhes agradam e eles tem o direito de escolher?
E se não há mais alunos a manifestarem-se pelos serviços públicos, é porque se calhar também já estão fartos de uma causa perdida. São os alunos principalmente que sentem a burocracia do Estado e a inflexibilidade do sistema.
Francamente: há por toda a Europa sistemas escolares públicos de maior dimensão e mesmo no nosso caso os resultados não são nada desprezíveis se comparados, por exemplo, com a "nata" do privado: a banca e o sistema financeiro. Mas, claro, são grandezas incomparáveis. Devemos ter orgulho no que fizeram os sistemas públicos de saúde e de educação.
Continua a não dar exemplos. O " é porque se calhar também já estão fartos de uma causa perdida" vale muito pouco. Para além de tudo, s fossem as crianças e os jovens a decidirem o que é melhor para a sua educação a democracia não sobreviveria duas gerações; se tanto.
Também há na Europa sistemas estatais que financiam tanto o público como o privado, deixando a escolha para os pais da criança e não para terceiros, o que é o que eu prefiro, obviamente.
Devemos também assumir onde erramos, nomeadamente em tentar criar um sistema universalista onde não há espaço para alternativas, sejam privados, cooperativas, etc.
Isso de vir falar da banca e do sistema financeiro não percebi. Deve ser para desviar as atenções, pois banca e sistema financeiro servem toda a gente. Empréstimos a particulares e principalmente ao Estado, chegando ao ponto de termos uma dívida deste tamanho.
Em relação a exemplos concretos, quer o nome da Escola onde eu andei e os anos para ir verificar que lá estive ou posso manter um pouco de privacidade? É que é óbvio que no sistema público, os alunos também se manifestam. Não são os privados que manipulam as criancinhas não achas?
Falei da banca na sequência irónica e da sua avaliação sobre o que é público. Não há na Europa um exemplo, sequer aproximado, da privatização de lucros, e com precarização dos profissionais, com financiamento estatal, como acontece em Portugal. Era impossível. Um escândalo que ninguém aceitaria. Há anos que escrevo isto e, como sempre me pareceu, quanto mais tarde se resolver o problema pior. Entretanto, já se "destruiu" a vida de milhares de famílias e temos o sistema escolar de pernas para o ar.
mistura alhos com bugalhos... nesse exemplo os alunos estão a manifestar-se para defender os seus interesses como a qualidade do local de estudo; nas manif dos privados, os alunos foram usados para defender os interesses dos donos dos colégios.
Se os privados das caldas da rainha fecharem, ainda irão se preocupar com o tema? É obvio que os professores do público se estão nas tintas se o estado financia ou não os privados, o seu alvo é o de sempre..os colégios das caldas da rainha
Repare que os seu argumentos podem ser devolvidos se pensarmos no que se dizia ou fazia quando milhares de professores da escola pública foram para o desemprego ou ficaram com horário zero e foram deslocados para longe da residência. Ou ainda se pensarmos nos que estão há anos a fio à espera de vaga em concursos públicos para leccionarem nas Caldas da Rainh. O lançamento de pedras tem sempre uma qualquer relação com os telhados de vidro.
Francamente Daniel.
ResponderEliminarNão me parece comparável.
Os profissionais da escola pública andam há uma década a lutar outra contra tudo aquilo que sabe e nunca os vi usar um aluno. É a este domínio que me estou a referir.
O exemplo que refere é completamente diferente.
Se é leitor do blogue sabe que não necessita de me dar esse conselho.
Parece que já vi dezenas de protestos em escolas públicas onde alunos participaram. Eu próprio já participei em várias quando andava na escola pública. Isto não me parece um ponto relevante da discussão.
ResponderEliminarNunca vi um aluno, muito mesmo crianças, "convocado" para manifestações, ou outras acções similares, em defesa dos profissionais da escola pública. É a isso que me refiro. Não incluo as inúmeras manifestações de alunos que se realizaram ao longo dos tempos, obviamente.
ResponderEliminarAs inúmeras manifestações de alunos não foram só em defesa dos seus direitos, mas dos direitos da sua escola e professores. Assim como os do ensino privado também o fazem. Acho que esta discussão, de que o Estado deve pagar só a estabelecimentos públicos ou privados é ridícula. A verdadeira questão é quais estabelecimentos tem mais qualidade no ensino e esses sim, receber financiamento do Estado, sejam públicas ou privadas.
ResponderEliminarNão conheço. Há muito que acompanho estes assuntos e sempre registei esse cuidado.
ResponderEliminarTem nas etiquetas do blogue umas boas centenas de posts sobre o assunto. Há cerca de uma década que escrevo sobre isso. Pesquise, se me permite, por público-privado por exemplo.
Em Portugal há privado não financiado pelo Estado que discorda que se financie boa parte deste "privado" financiado pelo estado; entende que danifica a sua imagem.
Não era possível noutro país da Europa a privatização de lucros com os contornos dos tais "privados" financiados pelo estado. Para além de outros argumentos fundamentais que pode ler onde lhe indiquei, vai compreender que ao fim de dez anos a escrever sobre o assunto me canse de alguma repetição. Obrigado por comentar.
Também me cansa falar do assunto e repetir os mesmos argumentos, mas este país sofre de uma doença psicológica que é a sacralização do serviço público, independente da sua qualidade.
ResponderEliminarReptio que o que deve interessar mais é a qualidade do serviço, não a sua origem.
E passado 10 anos a escrever sobre o assunto, se não conhece sequer casos onde os alunos se manifestem em defesa das suas escolas públicas, parece-me que anda isolado de alguma realidade.
Francamente: sinto mais o contrário: tudo o que é público é falho de ambição, inovação, qualidade e por aí fora.
ResponderEliminarNinguém abrange toda a realidade. Não sou o único identificar a ausência de alunos nas causas que são fundamentalmente dos profissionais na escola pública. Sempre registei com muito agrado essa preocupação. E olhe que na última década estive mesmo presente em inúmeras manifestações nos mais variados sítios do país, sempre a custas próprias, num exercício de cidadania e na maioria dos casos nem sequer era atingido pelas medidas.
Mas se conhece, dê exemplos.
Claro que parece que tudo o que é público é falta de ambição, qualidade e inovação! Como é possível existir um sistema estatal que consiga tomar conta de um serviço público deste tamanho? É estar à espera de desilusões.
ResponderEliminarEm relação aos exemplos, vamos parar por aqui. Já lhe disse que eu próprio quando era aluno, manifestame-nos pela escola e seus funcionários. Agora só porque existem alunos a fazer pela escola privada, obviamente que só pode ser manipulação e interesses, não será possível que aqueles alunos estão genuinamente bem naquelas escolas e conhecem casos de escolas públicas que não lhes agradam e eles tem o direito de escolher?
E se não há mais alunos a manifestarem-se pelos serviços públicos, é porque se calhar também já estão fartos de uma causa perdida. São os alunos principalmente que sentem a burocracia do Estado e a inflexibilidade do sistema.
O meu primeiro parágrafo era irónico.
ResponderEliminarFrancamente: há por toda a Europa sistemas escolares públicos de maior dimensão e mesmo no nosso caso os resultados não são nada desprezíveis se comparados, por exemplo, com a "nata" do privado: a banca e o sistema financeiro. Mas, claro, são grandezas incomparáveis. Devemos ter orgulho no que fizeram os sistemas públicos de saúde e de educação.
Continua a não dar exemplos. O " é porque se calhar também já estão fartos de uma causa perdida" vale muito pouco. Para além de tudo, s fossem as crianças e os jovens a decidirem o que é melhor para a sua educação a democracia não sobreviveria duas gerações; se tanto.
Também há na Europa sistemas estatais que financiam tanto o público como o privado, deixando a escolha para os pais da criança e não para terceiros, o que é o que eu prefiro, obviamente.
ResponderEliminarDevemos também assumir onde erramos, nomeadamente em tentar criar um sistema universalista onde não há espaço para alternativas, sejam privados, cooperativas, etc.
Isso de vir falar da banca e do sistema financeiro não percebi. Deve ser para desviar as atenções, pois banca e sistema financeiro servem toda a gente. Empréstimos a particulares e principalmente ao Estado, chegando ao ponto de termos uma dívida deste tamanho.
Em relação a exemplos concretos, quer o nome da Escola onde eu andei e os anos para ir verificar que lá estive ou posso manter um pouco de privacidade? É que é óbvio que no sistema público, os alunos também se manifestam. Não são os privados que manipulam as criancinhas não achas?
Falei da banca na sequência irónica e da sua avaliação sobre o que é público. Não há na Europa um exemplo, sequer aproximado, da privatização de lucros, e com precarização dos profissionais, com financiamento estatal, como acontece em Portugal. Era impossível. Um escândalo que ninguém aceitaria. Há anos que escrevo isto e, como sempre me pareceu, quanto mais tarde se resolver o problema pior. Entretanto, já se "destruiu" a vida de milhares de famílias e temos o sistema escolar de pernas para o ar.
ResponderEliminarLeu o exemplo sueco? Até se conhecerem esses resultado, os suecos eram apontados como o exemplo em Portugal. Agora, é um manto de silêncio.
ResponderEliminarmistura alhos com bugalhos...
ResponderEliminarnesse exemplo os alunos estão a manifestar-se para defender os seus interesses como a qualidade do local de estudo; nas manif dos privados, os alunos foram usados para defender os interesses dos donos dos colégios.
Enfim.
ResponderEliminarSe os privados das caldas da rainha fecharem, ainda irão se preocupar com o tema? É obvio que os professores do público se estão nas tintas se o estado financia ou não os privados, o seu alvo é o de sempre..os colégios das caldas da rainha
ResponderEliminarRepare que os seu argumentos podem ser devolvidos se pensarmos no que se dizia ou fazia quando milhares de professores da escola pública foram para o desemprego ou ficaram com horário zero e foram deslocados para longe da residência. Ou ainda se pensarmos nos que estão há anos a fio à espera de vaga em concursos públicos para leccionarem nas Caldas da Rainh. O lançamento de pedras tem sempre uma qualquer relação com os telhados de vidro.
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