quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Ter, ou não ter, uma carreira

 


 


 


 


"Ter uma carreira" tornou-se politicamente incorrecto na década de oitenta do século passado e as "novas políticas de gestão pública" aplicaram a precarização. "Ter uma carreira" foi menorizado através do "não há empregos para a vida". Há uma geração, hoje nos quarenta, que já duvida da bondade do conceito. Os da geração seguinte ainda aceitam e assumem a ideia até que a idade avance. E por que é que inscrevo gerações? Porque os que iniciaram a dúvida já intuíram que são descartáveis e substituíveis pelos mais jovens com argumentos financeiros ou de imagem. A precarização retira rede quando ela se torna imperativa. Para além do que foi dito, será grave que as administrações públicas continuem a perder carreiras que exigem histórico de saberes e maturidade nas decisões.


 


(Já usei esta argumentação noutros posts)

2 comentários:

  1. Afinal o que se vê não se distingue do PaF...
    E fica oficialmente confirmado que a maioria dos profs vai ter de esperar alguns anos e que quando progredir será para o escalão seguinte em vez de progredir para o escalão correspondente ao número de anos de tempo de serviço. Isto é, com as quotas/vagas a maioria vai morrer no 6º escalão (na hipótese mais otimista, se até lá não existirem mais congelamentos)...
    Tasse bem!...
    Mas alguma coisa vai mudar no quotidiano laboral...

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  2. Enfim. Estamos num percurso muito lamentável.

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