domingo, 13 de maio de 2018

da "nuvem humana"

 


 


Segundo o Expresso, "3/4 dos empregos criados pagam menos de €900". Portanto, dá ideia que



"podemos chegar a um futuro em que uma parte da força de trabalho desenvolverá diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento - pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit", Klaus Schwab (2017:46), "A Quarta Revolução Industrial". 



Ou seja, é pertinente a interrogação que coloca os professores contratados neste nível de precariedade. Aliás, o facto da profissão de professor não aparecer nos quadros de probabilidades das profissões mais ou menos propensas à automatização só suprime ainda mais qualquer certeza sobre o futuro.


Mais à frente, o autor diz que



"(...)as vantagens para as empresas e, em particular, para as startups em rápido crescimento na economia global são claras. À medida que as plataformas de nuvem humana classificam os trabalhadores como independentes, ficam livres(...)dos aborrecimentos e regulamentos de empregos.(...)Para as pessoas que estão na nuvem,(...)será este o início de uma nova e flexível revolução do trabalho que capacitará qualquer indivíduo que tenha ligação à internet e que eliminará a falta de competências? Ou poderá desencadear o início de uma corrida inexorável para o fundo num mundo de exploração do trabalho virtual não regulamentado? Se o resultado for o último(...)será que isto poderá conduzir a uma poderosa fonte de instabilidade social e política?(...)"


 


2ª edição.


2 comentários:

  1. a minha dúvida é paradoxal: se o objetivo é menos trabalho humano e o que existir ser com salário irrisório, como é que se mantém o consumo como sustentáculo do capitalismo 4.0?

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  2. Ao que percebi, é também a dúvida do autor.

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