terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Maio, sempre Maio

 


 


 


Narração de um homem em Maio (1953-60).


Mexo a boca, mexo os dedos,


mexo a ideia da experiência.


Não mexo no arrependimento.


Pois o corpo é interno e eterno


do seu corpo.


Não tenho inocência, mas o dom


de toda uma inocência.


E lentidão ou harmonia.


Poesia sem perdão ou esquecimento.


Idade de poesia.


Herberto Helder em Poesia Toda.


 

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