
É muito injusto que a Isabel nos deixe. Travou a batalha principal dos últimos cinco anos sempre com uma força incomum. Foi nessa fase que li os quatro volumes da obra superior de Elena Ferrante: "A Amiga Genial". E não havia dia que não associasse o título à Isabel. A obra de Elena Ferrante é fundamental para se perceber a história da Europa na segunda metade do século XX e nas duas primeiras décadas deste. E "A Amiga Genial" era corajosa, generosa e amava incondicionalmente os seus. Que grande lição de vida, minha amiga. Até lá.
Nota: escolhi uma imagem que antecedeu o período mais difícil da vida da Isabel e em que celebrávamos mais um momento de uma causa comum: a defesa e elevação da escola pública.
O existencialismo de Vergilio Ferreira toca na ferida:
ResponderEliminar"“O que mais me intriga e dói na nossa morte, como vemos na dos outros, é que nada se perturba com ela na vida normal do mundo. Mesmo que sejas uma personagem histórica, tudo entra de novo na rotina como se nem tivesses existido. […]. Repara no que acontece com a morte dos outros e ficas a saber que o universo se está nas tintas para que morras ou não. E isso é que é incompreensível – morrer tudo com a tua morte e tudo ficar perfeitamente na mesma”.
Apenas considero que não ficará tudo na mesma porque como disse Keanu Reeves quando lhe perguntaram "what happens to people after they die?" ele respondeu: I know the ones who love us will miss us."
Cru e duro, mas nem mais.
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