Numa "baixa inicial, o Subsídio de Doença só é pago a partir do 4º dia". Ou seja, quem adoece, e quando mais precisa de apoio, tem um corte significativo no vencimento se necessitar de uma baixa por doença. Este atestado de desconfiança do Estado para com as pessoas doentes e os respectivo médicos, foi, ao que me lembre, introduzida durante a presença da troika e nunca se reverteu; aliás, nem se fala disso. Nem de propósito, "no Covid-19 as baixas por isolamento serão pagas a 100% no público e no privado" e percebi, na mediatização do tema, que havia pessoas na estratosfera que não sabiam do estado de desconfiança cá por baixo.
mas o absurdo agravou-se: quem fica em isolamento (podendo estar assintomático) não tem corte salarial mas quem é diagnosticado como tendo o virus é considerado doente e tem o corte salarial!...
ResponderEliminarA sério?!
ResponderEliminarfoi a informação veiculada pela ministra do trabalho numa entrevista:
ResponderEliminar"As faltas ao trabalho vão ser pagas a 100% quer no sector público quer no privado se os trabalhadores tiverem que ficar em casa devido a quarentena involuntária por causa do surto do novo coronavírus e para evitar potenciais contágios. Só não será pago o subsídio de alimentação. Pode parecer paradoxal, mas, SE HOUVER CONFIRMAÇÃO DE DOENÇA (Covid-19), O TRABALHADOR RECEBERÁ APENAS 55% DA SUA REMUNERAÇÃO. (...) explicou mais tarde a governante à Rádio Observador, a situação já será diferente a partir do momento em que EXISTA DOENÇA CONFIRMADA (a Covid-19), aplicando-se então “o regime legal previsto para a situação de doença dos trabalhadores do sector privado”. Ou seja, AS BAIXAS PASSAM A SER PAGAS A 55% (que é que o valor do regime geral para os 30 primeiros dias de atestado)." Público
Pode acontecer 2 coisas: ou pede-se ao médico que passe certificado de quarentena involuntária mesmo estando confirmada doença ou a pessoa vai trabalhar se não puder perder o corte salarial. É uma decisão mais incompreensível e estúpida...
Há aí qualquer coisa por explicar.
ResponderEliminarnão há nada por explicar porque a ministra foi taxativa: quem é diagnosticado como tendo o virus é considerado doente e sujeita-se ao regime em vigor da ausência por doença.
ResponderEliminarReafirmo que é uma decisão incompreensível, perigosa e estúpida...:-(
É mesmo isso. Também li. Enfim.
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