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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Apreensão


"Hospitais têm de cortar na despesa mesmo que implique abrandar cirurgias e consultas. Instrução foi dada aos administradores hospitalares numa reunião em Santarém. Avizinha-se um 2026 difícil e a ordem para reduzir gastos em várias áreas está a gerar apreensão."


segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Mais um retrato de uma sociedade em queda


"Concorrência investiga subidas de preços após compras de hospitais. Compra de grupo HPA pela CUF merece atenção especial da Autoridade da Concorrência, que averigua riscos em todo o mercado. Há regiões que levantam preocupações aos reguladores."


terça-feira, 3 de março de 2020

O Estado e as Doenças

 


Numa "baixa inicial, o Subsídio de Doença só é pago a partir do 4º dia". Ou seja, quem adoece, e quando mais precisa de apoio, tem um corte significativo no vencimento se necessitar de uma baixa por doença. Este atestado de desconfiança do Estado para com as pessoas doentes e os respectivo médicos, foi, ao que me lembre, introduzida durante a presença da troika e nunca se reverteu; aliás, nem se fala disso. Nem de propósito, "no Covid-19 as baixas por isolamento serão pagas a 100% no público e no privado" e percebi, na mediatização do tema, que havia pessoas na estratosfera que não sabiam do estado de desconfiança cá por baixo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Enquanto isso, Assiste-se ao Empobrecimento de Escolas e Hospitais Públicos

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O que pode ler neste post são factos e tendências que traçam realidades que, a médio e longo prazos, empobrecerão os serviços públicos num país com duas velocidades: escolas e hospitais para ricos e para pobres.


Enquanto a mediatização diária expõe um panorama desolador e indisfarçável nas escolas e hospitais públicos, os privados das mesmas áreas florescem.


Por exemplo, o Hospital da Luz, privado e gerido por um grupo chinês, aumentou em grande e moderníssima escala a sua capacidade logística na mesma fase em que o recente relatório da OCDE "Health at a Glance 2019" conclui que 47% (é o 2º valor mais alto da OCDE) dos cerca de 2 milhões de pobres em Portugal prescinde de tratamentos médicos necessários por falta de meios económicos.


Por outro lado, já "há 19 escolas internacionais no distrito de Lisboa - entre as quais cinco têm ensino bilingue, 17 são de ensino inglês, uma em francês e outra em alemão. No lugar da antiga Universidade Independente, em Lisboa, encerrada em 2007, vai agora nascer uma escola internacional à americana. Chama-se United International School of Lisbon, é administrada pelo grupo hoteleiro Martinhal - que a ergueu sob um investimento de 50 milhões de euros - e abrirá portas já no próximo ano letivo. Podem concorrer crianças e jovens, desde a pré-primária ao 12.º ano de escolaridade."


Enquanto tudo isto acontece, sabe-se, e sem uma qualquer linha de debate no espectro partidário representado no parlamento (era importante, apesar de tudo, que não se desistisse), que 25% do PIB de Portugal continua em fuga nos paraísos fiscais. E sem relacionar directamente fugas com investimentos, pode-se, no entanto, concluir que o não pagamento de impostos empobrece paulatinamente serviços públicos e permite, também paulatinamente, financiamentos privados.


 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Dos Assistentes Operacionais nas Escolas

 


Ontem, o ministro da Educação declarou a incompetência das escolas nos atrasos na contratação de assistentes operacionais; é estranho que só tenha sido contraditado "oficialmente" por sindicados. Hoje, o Ministério da Educação publica uma nota em que se compromete a acelerar a substituição de assistentes operacionais sem culpar as escolas. É uma espécie de jogo de sombras que atinge os limites num exercício que vai fragilizando os serviços públicos até que uma próxima onda declare o processo há muito em curso: privatização das áreas sociais.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Ambiente de Negócio ao Rubro

 


 


"PSD não viabiliza lei de bases da saúde negociada à esquerda. “O PS tem a possibilidade de viabilizar a nossa proposta, que não altera a filosofia do SNS”, diz o líder parlamentar do PSD. “Ou então, se decide negociar com a esquerda, o PS terá de viabilizar a lei de bases com a esquerda”, avisa Fernando Negrão."

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

E é isto: da gestão dos hospitais aos agrupamentos escolares

 


 


Houve um Governo particularmente nefasto para os serviços nacionais de saúde e escolar: incluía Correia de Campos. Talvez fosse o ministro mais decisivo para a alteração dos modelos de gestão dos dois sectores e para a ideia de agrupamentos a eito. Em 24 de Maio de 2011 escrevi assim:



(...)Há tempos fiquei estupefacto com a sua falta de rigor e com o seu populismo. Num debate televisivo, Correia de Campos estava eufórico com os últimos resultados PISA e disse que o novo modelo de gestão escolar tinha uma grande responsabilidade na melhoria. Como se sabe, os testes foram realizados em Abril de 2009 e o modelo de gestão só entrou em vigor em Maio do mesmo ano. No mínimo, a responsabilidade seria do modelo que este PSterraplenou.(...) 



A revista do Expresso (4 de Agosto de 2018) tem uma muito boa entrevista ao médico José Fragata com a seguinte passagem (pág.58):



"Falta-me agilidade de gestão, a autonomia é zero. A junção de hospitais em grandes centros hospitalares, de Correia de Campos, não foi feliz. Os hospitais perderam a sua personalidade, substituída por uma marca que não existe. As pessoas vêm para serem operadas em Santa Maria, não no Centro Hospitalar de Lisboa central. Éramos um hospital com identidade própria e agora somos uma sucursal."



Aliás, o PS ficou prisioneiro destas políticas na saúde e na educação. É uma tragédia que também capturou as forças representadas no parlamento, com as do antigo arco governativo a cavalgarem os interesses associados e as restantes a aplaudirem temerosas com a ideia de exclusão do poder.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

E regressam os prémios financeiros aos funcionários públicos?!

 


 


 


"O investimento na Saúde deve ser canalizado para a valorização dos profissionais, através de “prémios” ou “incentivos”, mas não necessariamente através de aumentos salariais. “Precisamos de profissionais de saúde motivados. Trabalham melhor”, foi com este discurso neoliberal que Maria de Belém apresentou a proposta para a Lei de bases da saúde. Ou seja, os problemas da saúde passam, em primeiro lugar, pelo desempenho dos profissionais. Estas ideias resultam sempre numa aplicação trágica (basta clicar em france telecom nas tags do post). Foi exactamente com este discurso que o Governo de Sócrates, e de resto as terceiras vias, socialista e social-democrata, europeias (e os democratas americanos que abriram espaço para o que existe), começou a perder as pessoas. Impõe-se uma interrogação: mas não se aprendeu qualquer coisa com o passado recente?

domingo, 23 de abril de 2017

das vacinas

 


 


 


O "caso sarampo" evidenciou o intolerável julgamento popular (o desrespeito por quem perde um filho) a par da sociedade ausente que remete para a escola-armazém um caderno de encargos impossível de cumprir (o controle rigoroso das vacinas obrigatórias deve ser feito pelo SNSaúde onde estão registados todos os cidadãos).


 


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domingo, 29 de maio de 2016

do desinvestimento nos serviços públicos

 


 


 


Há umas duas décadas alastrou-se aos serviços públicos a primazia da ideia de negócio. A gestão foi o primeiro objectivo. A alegação repetida com critério: eliminação do corporativismo e do despesismo.


 


A agenda mediática introduziu impedimentos para o exercício dos cargos: médicos a gerir hospitais, juízes a gerir tribunais, professores a gerir escolas, bancários a gerir bancos, engenheiros a gerir a EDP, a PT ou obras públicas e por aí fora. Quem seriam, então, os gestores? Saltitantes especializados em tudologia e boas relações com a partidocracia. Sabiam de offshores e swap´s e tinham treino de casino. Os resultados falam por si.


 


 


PS: para os DDT´s, os colégios "privados" são a gota que os assusta e que descartam se der muito nas vistas. O que os preocupa são as descomunais EDP, segurança social, saúde e banca.


 


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sábado, 11 de abril de 2015

Dos monopólios privados e do fim do segundo PREC

 


 


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"Diminuíram as camas nos hospitais públicos, mas isso não significa redução da despesa porque aumentámos muito as camas privadas financiadas pelo Estado", confessou um dos SE da saúde num fórum TSF durante a semana. Esta constituição de monopólios privados que capturaram o Estado foi também desenhada para a Educação.

O que acabei de escrever dá razão à comentarista Helena Matos: "a proliferação de candidatos a PR recorda o fim do PREC em 1976". O que esta colunista de direita disse no último expresso da meia-noite foi uma espécie de acto falhado (teve vários e foi corando): as suas hostes perpetraram um PREC de sinal contrário. Estará o estado de protectorado a chegar, finalmente, ao fim e assistiremos de novo à eleição, como em 1976, de um PR acima dos monopólios?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

estado social ao fundo?

 


 


 


A actual maioria, e de resto o arco dos poderes europeus no que levamos de milénio, fez o que estava ao alcance, e até para lá disso, para diminuir o estado social e favorecer os tais um por cento que não param de se endinheirar (claro que há uns quantos que caíram em desgraça). É factual e não adiantam meias-palavras: puseram-se do lado mais neoliberal que escolheu a Europa como alvo primeiro.


 


O sistema de saúde está em estado-de-falhas-graves-diárias. É uma espécie de estado de sítio. Ontem foram os directores do Hospital Amadora-Sintra que se demitiram.


 


É evidente que a Educação não apresenta casos tão dramáticos. Mas os cortes a eito (curriculares, mais alunos por turma e aumento dos horários dos professores) associados ao empobrecimento, e ao desinvestimento nas escolas "não-parque-escolar", fazem-se sentir e recordam um passado que se julgava distante. Dá ideia que se nada acontecer, o plano inclinado do sistema escolar chegará também a números negativos.


 


Houve, no que levamos de inverno, salas de aula, e outros espaços lectivos, com um clima impossível, pavilhões desportivos gelados e gabinetes de "trabalho" com temperaturas negativas. Um professor, mesmo que bem agasalhado, que passasse noventa minutos num gabinete assim, sabia que tinha uma forte probabilidade de adoecer. Se isso acontecesse, se fosse ao médico e se este "exigisse" uma baixa, os três primeiros dias seriam sem salário.


 


Há professores com a carreira congelada há mais de uma década, em que as famílias não aguentam mais cortes financeiros e que se apresentaram ao serviço em estado febril e com outros sintomas gripais graves. Bem sei que este discurso não parece bem num país do euro, mas a realidade é ainda mais crua do o que o que acabou de ler; bastava relatar histórias de actores de outros grupos do sistema escolar.


 


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

lidar com a gripe e com os ultraliberais

 


 


 


 


Sou quase totalmente cliente do Serviço Nacional de Saúde; só os dentistas e uns exames de diagnóstico escapam. Não tenho razão de queixa e a saúde também tem sido simpática. Mas com a segunda rodada da gripe, e com a informação que vamos tendo, dá para perceber o efeito dos ultraliberais. É impressionante. Para além do mais mediatizado que merecia um "chega" a um ministro sinistro, impressiona que alguém com ADSE pague mais numa consulta à médica de família (que tem apenas alguns meios de diagnóstico) do que no privado concorrente: e, ao que me dizem, sai de lá com os exames possíveis e impossíveis e a ADSE pagará o que fizer falta. O que a ADSE não paga ao doente é os três primeiros dias de baixa médica: são sem vencimento: o desgraçado do doente vai infectar os outros e desfalece gradualmente ou é convidado a ficar por casa não vá a doença regressar e a contagem do vencimento recomeçar do zero. Muito maquiavélico, tudo isto.