Qualquer análise da actualidade obedece ao dever de desculpa com a pandemia. A incerteza ou o medo provocam, naturalmente, muitos excessos. Por exemplo, a manutenção do intocável modelo de acesso ao superior originou polémicas e procedimentos que se evitariam com decisões mais sensatas, e mais descomprometidas, à partida. Já a escola na RTP Memória (uma solução de cariz ocupacional) foi alvo de uma mediatização excessiva que só se compreende com dois argumentos: desorientação com a covid-19 e tempos de ampliação do efémero. Repare-se nas audiências do canal ou na proliferação de textos com críticas severas ou laudos desproporcionados. As audiências colocaram o canal no primeiro lugar nacional na primeira semana para passar de imediato para números que apenas duplicam o habitual e os textos e análises quase que desapareceram das miras mediáticas. Só há, sem dúvida, duas desculpas: a pandemia e o triunfo do fútil.
Os meus textos e os meus vídeos
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