segunda-feira, 4 de maio de 2020

Sejamos Optimistas

A pandemia está resolvida em Portugal. Por que é que escrevo isto? Basta olhar para a figura dos nossos órgãos de soberania a propósito do 1º de Maio e do 13 de Maio. E já agora: não havia necessidade de se exibir que se está para além de qualquer covid-19.

5 comentários:

  1. Não há dúvida: é o milagre português!

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  2. Estou surpreendida. Não somos todos trabalhadores? para se estar ao lado dos trabalhadores é preciso ser sindicalista ou ser radical? não nos identificamos todos com os abusos no trabalho, que tanto criticamos?
    Em relação ao trabalho dos sindicalistas, tenho a dizer que agradeço a todos os trabalhadores: profissionais da saúde, funcionários dos supermercados e das farmácias, funcionários da limpeza e da segurança, todos os riscos calculados que correram para bem de todos nós. Da mesma forma agradeço aos sindicalistas que, simbolicamente, em época de confinamento, correram riscos calculados e assumiram as suas responsabilidades, pelo bem de todos nós. Não seria de esperar outra coisa, refugiar-se com a desculpa do confinamento seria incongruente e pouco compreensível, quando por razões igualmente importantes, outros trabalhadores estavam na rua. A covardia não é cartão de apresentação para quem luta por traçar linhas vermelhas no direito do trabalho, sobretudo numa época de regressão dos direitos laborais, particularmente grave no caso dos professores, com preocupações de sobretrabalho, abusos de vários tipos, no horário de trabalho, etc. que a lista é longa.
    Obrigada portanto, sindicalistas, por não se terem deixado coagir moralmente pelo espantalho da radicalidade. Os direitos fundamentais não estão suspensos. O trabalho está sob novas formas de ameaça, esta pandemia trouxe novos argumentos para quem, de forma insidiosa, tem conveniência, nas linhas e nas entrelinhas, em ameaçar o mundo do trabalho. Agradeço a quem, correndo riscos físicos e morais, teve a fibra de defender os meus direitos, que são tão importantes e estão tão em risco, que quem tinha visibilidade para os defender, teve o vislumbre de perceber que não se defendem a partir do sofá, via satélite. Não queremos ser apenas uma notícia de jornal, quando caímos em serviço, encima de um computador.

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  3. Concordo. Também me surpreenderam as declarações de ontem. Se um passar de responsabilidades nunca é aceitável, mais se acentua nesta fase; até parece que não há assuntos muito graves para resolver.

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