A falta de professores é uma realidade que se agravará porque nada se fez atempadamente para atenuar o grave problema; aliás, há anos a fio que se degrada a profissão e que se percebe que os jovens do secundário não escolhem ser professor. A revista do Expresso tem uma pequena peça sobre a possibilidade de Portugal adoptar um programa de reformas antecipadas. Na página 8, faz o seguinte e breve retrato de alguns países europeus (a proletarizaçáo dos professores não aconteceu apenas por cá; embora Portugal tenha exagerado e está agora numa situação muito mais difícil):
"(...)Lá fora, há vários exemplos der medidas para rejuvenescer a classe docente. A Eslovénia criou um projeto de incentivos à entrada na carreira; França e Suécia têm programas de tutoria para evitar que professores abandonem a profissão precocemente e possam orientar os mais novos; Holanda e Dinamarca flexibilizam as habilitações necessárias para dar aulas, de forma a capacitar pessoas com formações diversificadas".(...) Ora, os progenitores portugueses são os que menos encorajam os seus filhos a seguir uma carreira como professores - só atrás de russos, israelitas e japoneses.(...)"
Não perspetivo a falta de profs mas vejo outra perspetiva: o excesso e a falta de profs com base na distribuição geográfica da população. Explicitando, haverá falta de profs nas cidades grandes por motivos financeiros (salário não permite pagar o custo de vida) mas haverá excesso de profs nas zonas menos habitadas por causa da diminuição da natalidade. A isto acrescenta-se a improvável mobilidade dos excedentários para os sitios carenciados pelo motivo invocado acima.
ResponderEliminarA reputação social negativa, a precarização contratual anual e uma carreira remuneratória inexistente por motivos orçamentais, serão os motivos que afastam dos jovens de seguirem a profissão docente.
Faltarão professores com toda a certeza, embora se perceba que para o primeiro ciclo há um número significativo de professores por colocar. Mas é apenas para o primeiro ciclo e talvez pré-escolar. Claro que há disciplinas onde será mais fácil um regime de equivalências, mas na maioria não e será um problema grave.
ResponderEliminar