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O pneumologista António Diniz, da Task Force da DGS e do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, foi ontem taxativo na SICn por volta das 19h00: "a percentagem dos contágios nas escolas é muito superior a 3%, mas levava muito tempo a explicar". O jornalista de serviço no canal não insistiu e devia tê-lo feito. Repare-se que a comunicação social vai dizendo que "os contágios em ambiente escolar são residuais. De acordo com número divulgados este sábado pelo primeiro-ministro no final de um Conselho de Ministros extraordinário, apenas 3% dos contágios ocorreram dentro nas escolas. A grande maioria, dois terços, verifica-se, isso sim, em contexto familiar e de coabitação."
Aliás, e como escrevi noutro texto, é plausível que os jovens transmitam o vírus fora da escola (e também dentro, claro, durante horas em salas de aula lotadas e com curtos intervalos) às pessoas que lhes são próximas, e com quem convivem sem máscara e naturalmente num ambiente mais relaxado. Será também óbvio que as chamadas para a SNS24 sejam feitas de casa e não da escola. E recorde-se que os números da DGS são claros e dizem que a "covid-19 acelerou entre a população mais jovem e que foi no grupo dos 10 aos 19 que o contágio mais cresceu". Ou seja, e pelo que se vai lendo dos especialistas, se não assumimos a realidade o combate à pandemia será muito mais difícil.
E da Europa das turmas numerosas, neste caso em França, lê-se: "Covid-19: mais e mais escolas de ensino médio estão a mudar para meias-turmas. Desde Agosto que vários professores lamentam a impossibilidade de aplicação do distanciamento físico, nos refeitórios e nas salas de aula, e pedem medidas sanitárias rígidas".
Em Portugal, escreve-se que o país "perdeu a capacidade de rastrear os casos de infecção pelo novo coronavírus e pareceu ter ficado desatento às recomendações técnicas, dizem médicos e cientistas."
Uma pequena nota: lê-se que é encorajador que "a Pfizer garanta que a sua vacina dá 90% de proteção".
Claro, Manuela. Mais logo passo pelo vosso blogue.
ResponderEliminarObrigada :)
ResponderEliminarO Filinto Lima teve o desplante de, num debate na RTP1, afirmar que as escolas são seguras e que o contágio é residual, até porque os jovens são muito cumpridores das normas. Nesta afirmação comportou-se como o burocrata chefe que não sai do gabinete porque convidava-o para ir a algumas turmas do básico e outras do secundário, e a deambular pela escola para ele ver esse cumprimento fantasioso que parece ter visto...
ResponderEliminarO Filinto está a posicionar-se como porta-voz de uma classe profissional, quando está muito longe disso, mas os jornalistas estão a contribuir para esse palco ao recorrer exclusivamente às suas declarações.
As escolas são um veiculo de transmissão infecciosa comunitária sem qualquer dúvida, sendo responsável assumir frontalmente isso porque o encerramento das escolas iria contribuir para a catástrofe dantesca social, que está iminente porque a UE não está organizada (nem quer estar...) para atacar massivamente com financiamento as perdas económicas.
Por isso, a desgraça social que está a ocorrer é porque a UE continua a suar fórmulas capitalistas neoliberais para solucionar acontecimentos que não são resolvidos dessa maneira, como a história económica demonstra com eventos semelhantes ocorridos.
Enfim.
ResponderEliminar👏👏👏👏
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