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A Democracia é uma construção diária que tem a confiança como valor precioso e a liberdade, no respeito pela liberdade do outro, como valor primeiro. É um regime político que se constrói no primado da lei. A governação exerce-se com um poder legitimado pelo sufrágio universal (directo ou por representação, mas mais sólido quando se opta pelo primeiro). Todos os cidadãos elegíveis participam em igualdade de circunstâncias. A estabilidade das democracias modernas tem uma relação directa com a prevalência de classes médias maioritárias e fortes; pelo contrário, o crescimento das desigualdades, das classes pobres e dos fenómenos de corrupção associados ao poder (mais próprios das tiranias e das oligarquias) originam desconfiança e crises.
Neste sentido, só com o tempo se perceberá o grau da destruição que Trump provocou. Apesar de serem antigos na Democracia os movimentos demagógicos e populistas que usaram estrategicamente o ódio e a mentira, nunca se tinham passado tantas linhas vermelhas. Ao ler-se Anne Applebaum (2020), em "O crepúsculo da Democracia", percebe-se que há uma rede global de "trumpinhos" - que a autora conheceu ao mais alto nível - que nos remete para os horrores totalitários do século passado. Na Europa, países como a Hungria, a Polónia, a Alemanha, a Áustria, a França, a Itália, a Inglaterra e a Espanha já aglutinam movimentos violentos, racistas e xenófobos e fazem incursões experimentais noutras democracias. Têm sinais mediáticos comuns no modelo "América First" ou "Make America great again". Aliás, já em 1949 os franceses do regime de Vichy, que colaborou com Hitler, usaram o slogan "A França Primeiro" e aqui ao lado, e sublinho-o porque é um registo assustador, o partido espanhol Vox propõe "tornar a Espanha grande de novo".
Mas o principal problema da disputa com Trump foi a mentira como sistema intenso (o documentário "Roger Stone," na Netflix, é imperdível) que dificultou muito o essencial da Democracia: o contraditório. E por mais mentiras que se desmascarassem, Trump desconhecia o substantivo vergonha e desdizia-se. Acima de tudo, fez o inimaginável para obter o poder e vingou-se: nos seus que discordaram (Trump registou um número inédito de demissões), nos que concorreram contra ele (Clinton) e até nos antecessores (Obama). E foi mais longe, para além da irresponsabilidade perante a covid-19: Trump instigou a invasão do Capitólio, mas não deu o corpo às balas. Manipulou as emoções - usando os canais da Casa Branca - de grupos de pobres e de excluídos (que é o que mais custa observar) dizendo-lhes que "vocês são maravilhosos, únicos e diferentes; tenho muito orgulho; íamos fazer a América grande de novo", mas ficou a ver pela TV e a twittar porque desconhece o substantivo coragem. Como a invasão, que incluiu movimentos violentos, acabou com mortes e pessoas gaseadas, criticou os invasores e demarcou-se enquanto preparava um indulto para si e para os seus familiares; e ainda declarou: “We love you, you are very special"
O crescimento do autoritarismo no Ocidente tem uma relação directa com a crise de 2008, com o empobrecimento que se seguiu e com a corrupção nas instâncias financeiras. Em Anne Applebaum também se percebe o óbvio: grande parte destes demagogos, populistas e autoritários fazia parte do que nos levou a 2008. Contudo, a situação vigente tem que ser um lição para a responsabilidade das forças democráticas. Não é suficiente acreditar que "a mentira tem perna curta" e que a lei acabará por se impor. É preciso fazer mais. É preciso dar o exemplo. Repare-se no caso mais recente entre nós: o processo, que já tem uns meses, do Procurador Europeu que nos representará num tribunal que vai fiscalizar a aplicação dos milhares de milhões do plano de recuperação. Há dias, Catarina Martins, líder do BE, disse com propriedade, e a propósito deste caso, que "informações falsas em currículos são situações comuns de mais em Portugal". E o que fez a seguir sobre esse descrédito dos concursos públicos que mina a Democracia e faz crescer o autoritarismo? Aliás, a própria ministra da justiça teve um registo análogo e também com conhecimento dos factos. Como disse no parlamento que "reconhece que o documento tem erros e que isso "é mau", que foi "uma falha" sua não ter revisto a carta antes desta ser enviada para a UE, que por tudo isto chegou a pensar na demissão, mas que decidiu ficar", espera-se que exerça a função e que algo de substantivo aconteça.
É sempre bom recordar a célebre frase, e a época em que foi proferida, de Winston Churchill: "a democracia é o pior dos regimes, à excepção de todos os outros". E na fase vigente do regime político dos EUA, Biden sublinhou um passo essencial: "as palavras contam". O seu antecessor não só desprezou as palavras, como terminou a dar a ideia que quis mostrar ao mundo, a partir do Capitólio como sede da Democracia norte-americana, um sinal de fragilização deste regime político a ser replicado numa fase em que os movimentos populistas cavalgam a crise pandémica (como se viu com a Hungria e a Polónia a "impedirem" a coesão europeia). Se teve essa intenção, esperemos que tenha falhado.
Nacionalista europeu: QUATRO SÉCULOS A SERVIR COMO 'TESTA DE FERRO' DA ELITE ECONÓMICA.
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De facto, há quatro séculos atrás o nacionalista europeu traiu o Ideal Identitário [leia-se: o Direito/Liberdade de autóctones Identitários terem o SEU espaço, de prosperarem ao seu ritmo]... para se vender... às negociatas da elite económica.
{leia-se: negociatas de índole esclavagista (negociatas de abundância de mão-de-obra servil), negociatas de índole colonialista (negociatas de substituição populacional de autóctones), negociatas no caos de guerras 'feitas por encomenda'}
--»» Consequência óbvia: o nacionalista europeu tornou-se num idiota útil descartável.
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Mais;
O europeu-do-sistema está apresentado:
- SÃO 4 SÉCULOS A INSTIGAR UM ÓDIO-NAZI: 4 séculos a promover um ódio aos autóctones cujas intenções Identitárias são um empecilho a negociatas de índole esclavagista/colonialista.
{nota: em épocas diferentes, racismo e anti-racismo foram conceitos usados exactamente com o mesmo objectivo: promoção de negociatas de índole esclavagista/colonialista}
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Mais;
A elite financeira (financiadora da construção de caravelas, e não só...) está apresentada:
- SÃO 4 SÉCULOS A INSTIGAR A MESMA AMEAÇA: sem negociatas de índole esclavagista/colonialista a economia vai entrar num caos.
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Mais;
A mafiosice dos boys e girls da supremacia demográfica (africanos e outros) está perfeitamente apresentada:
- os Identitários não estão interessados no legado do idiota útil descartável (vulgo nacionalista europeu), pelo contrário, os boys e girls da supremacia demográfica, mafiosamente, é que têm interesse no legado do idiota útil descartável: ora condenam o nacionalismo, ora (depois de obterem a naturalização), tendo em vista combater o separatismo Identitário, evocam o legado nacionalista!
{nota: o trabalho anti-autóctones Identitários do nacionalista europeu é considerado um legado universalista!?!.... Mais: territórios roubados a povos autóctones (em vários continentes do planeta) estão a ser vendidos a chineses, etc.... este roubo/venda é considerado um legado universalista!?!}
Pois é, pois é, o pessoal da supremacia demográfica nunca fala em respeitar o espaço de povos autóctones, nem nunca fala na devolução de territórios roubados a povos autóctones (povos impedidos de ter tempo para prosperar ao seu ritmo)... gostam é de falar no legado do idiota útil descartável (vulgo nacionalista europeu).
Mais:
- este pessoal aposta no caos (aposta em corridas demográficas) para ocupar e dominar novos territórios... consequência:
-1-»» acusam de «racistas» os povos autóctones que não estão interessados em corridas demográficas:
- ou seja, os povos que investem em filhos no sentido que eles tenham boas condições de trabalho... quer trabalhem (ou não) como mão-de-obra servil;
- ou seja, os povos não interessados em receber a abundância de mão-de-obra servil que os boys e girls da supremacia demográfica estão disponíveis para fornecer.
-2-»» acusam de «racistas» a mão-de-obra servil que protesta afirmando o óbvio:
- "num planeta aonde mais de 80% da riqueza está nas mãos dos mais ricos, que representam apenas 1% da população, quem deve pagar a ajuda aos povos mais pobres é a Taxa-Tobin e não a degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil de outros povos";
-3-»» etc...
POIS É: o problema dos boys e girls da supremacia demográfica (africanos e outros) não são Direitos Humanos (eles possuem imensos territórios ao seu jeito)... mas sim: tiques-dos-impérios...
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Anexo:
IDENTITÁRIO, CAGA PARA O EUROPEU-DO-SISTEMA, NÃO SEJAS COBARDE: REIVINDICA O SEPARATISMO IDENTITÁRIO.
(separatismo-50-50)
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-» Os Separatistas Identitários não estão interessados nos tiques-dos-impérios dos nacionalistas, nem no tique-do-império-450 milhões (vulgo europeístas), mas sim, em LIBERDADE (a liberdade dos povos autóctones possuírem tempo de prosperar ao seu ritmo), is