quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Da Actualidade


A frase de Winston Churchill, "a democracia é o pior dos regimes, à excepção de todos os outros", tornou-se vulgar, mas continua oportuna. Importa sublinhar que a defesa da democracia acolhe o criticismo. Nota-se a incomodidade da totalidade do sistema orgânico, digamos assim, com os processos independentes. Advogam o silêncio em nome do que existe. Evocam o perigo da queda nos extremos; nomeadamente nos movimentos políticos fascistas que devastaram a Europa no século passado e que originaram guerras mundiais. Compreende-se. Todavia, também se deve repetir "que quem não deve não teme" e que há no que existe muito do que originou a queda das democracias. E o silêncio é tão inaceitável, como é elogiável a coragem dos independentes. Conotar todos com interesses antidemocráticos não é democrático. Quem já acompanhou "movimentos independentes ou de cidadania" percebe o quão injustos são os rótulos apressados das estruturas orgânicas e como isso fragiliza a democracia.


6 comentários:

  1. Tem toda a razão, eu hoje se tivesse poder, extinguia completamente a orgânica da República, desmembrava todos os organismos, e não lhe digo mais caro amigo, para não se assustar.

    A criticidade dos processos se manterá na Monarquia, a liberdade que sempre a tivemos na Monarquia e a Justiça.

    O Silêncio das Democracias, dos atos cobardes que as Democracias optam em querer defender um Estado dito democrático, baseado em mentiras e isto não tolero.

    João Felgar

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  2. Mas manteria a ética republicana, caro João? É que ela já rareia tanto.

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  3. Tudo é negociável para o bem do Povo

    João Felgar

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  4. a democracia é uma ditadura travestida...

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  5. É o pior dos regimes à excepção de todos os outros.

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