sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

A educação está novamente num impasse que anuncia uma convulsão com resultados imprevisíveis

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O poder de influenciar mudou de instituições estabelecidas para redes dispersas. As redes sociais permitem que se influencie de um modo que seria impensável na entrada do milénio.


É notório que a educação está novamente num impasse que anuncia uma convulsão com resultados imprevisíveis. O Governo terá de recuperar o tempo de serviço dos professores e a plataforma sindical não poderá assinar uma versão que não o contemple. E se a mesa negocial voltou a não valorizar (como em 2008) as redes sociais e a saturação dos profissionais, o executivo adiou o inadiável. Agravar-se-á se a entrada no quadro de professores não continuar a obedecer a um concurso nacional por lista graduada.


Para além disso, há quem pense erradamente que é suficiente esperar pela reforma da geração que está nos últimos 3 a 7 anos de exercício. Se essa geração trabalhou mais 10 a 15 anos que a anterior, e sofreu tantos outros efeitos austeros ou de excessos ideológicos, a geração que tem que percorrer 10, 15 ou mais anos até à aposentação foi também alvo da não contagem do tempo de serviço, das cotas e vagas na avaliação kafkiana, de outros travões na carreira, da condição de contratado anos a fio e de um impensável clima de parcialidade.

2 comentários:

  1. o governo só reverte os 6 anos ainda retidos, a eliminação das vagas para acesso a escalões (até cedo que mantenham cotas para mérito), o cumprimento das regras do horário de trabalho, etc, se for encetada uma luta 'à iraniana' ou 'à chinesa', como essas populações fizeram. De outro modo, com o dominio absoluto dos media e os gabinetes de spin doctors 'pagos a peso de ouro', haverá mudança para pior como em 2008.

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